– EXCLUSIVO – Em comemoração aos 15 anos da empresa, a Uqbar realizou o 3º Congresso Uqbar Finanças Estruturadas, que aconteceu nos dias 26 e 27 de junho no Espaço JK em São Paulo, co-organizado pela Cerc. Os principais objetivos do congresso foram construir e disseminar o conhecimento sobre finanças através de debates e palestras, abordando tendências e tópicos atuais e o estabelecimento de contatos com participantes dos mais diversos segmentos do mercado.

No segundo dia de evento, foi realizado um painel sobre pequenas e médias empresas (PME’s). O tema foi abordado por conta do papel diferenciado que o mercado de securitização exerce juntamente com este universo e ganha importância por sua representatividade em produção e geração de emprego.

O moderador da roda de conversa foi Carlos Augusto Lopes, sócio-fundador da Uqbar, e contou com a participação de Daniel Lemos, diretor de Recursos de Terceiros da Socopa, Fernando Fontes, sócio-fundador da Cerc, Paulo Eugenio Schonenberg, CEO e fundador do grupo Sifra. E para falar da atuação de uma seguradora de crédito nas PME’s durante o debate, Luciano Mendonça, diretor Comercial da Euler Hermes, também esteve presente.

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“Há cinco anos não havia apólice de seguros de crédito para FIDC’s (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) entre pessoas jurídicas. Os empresários queriam uma apólice assim para que eles pudessem fazer levar aos investidores e convencê-los de entrar com dinheiro em um país com uma economia complicada, porém com uma taxa de retorno interessante, mas contendo uma proteção garantida por uma seguradora de crédito para que caso não haja pagamento daquele sacado, a seguradora pague”, afirma Mendonça.

O seguro de crédito, além de garantir o negócio contra o não pagamento de dívidas de transações comerciais, assegura a indenização à empresa segurada (credor) que não receber os créditos concedidos a seus clientes (devedores). O seguro pode ser contratado para vendas a prazo no mercado interno e para operações financiadas de exportação.

O nível de juros na economia do País, historicamente baixo e considerado estável há algum tempo, continua atuando como fator transformacional na alocação de investimentos entre classes de ativos por parte de todos os investidores. Sendo assim, cresce a participação de crédito privado como opção de investimento e uma necessidade de garantia de indenização caso aconteça algum problema financeiro com a empresa que recebeu a aplicação de capital.

“Hoje é possível comprar esse tipo de cobertura eletronicamente e, efetuando a compra, você consegue fazer a atomização dos créditos, comprando créditos pequenos o custo de aquisição é praticamente nulo. Existe uma grande diversificação da carteira de crédito e esse tipo de seguro alavanca as possibilidades de negócios”, ressalta Mendonça.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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