Exclusiva- Agilidade, rapidez e inteligência. Quando poderíamos imaginar pedir um táxi apenas pelo toque no celular? Hoje, podemos reservar uma hospedagem a quilômetros de distância, ou matar a saudade de alguém com uma simples chamada de vídeo.

No compasso das mudanças tecnológicas, o mercado de seguros busca simplificar para negociar. A ferramenta que visa juntar essas duas ações chama-se Open Insurance. Mas, afinal, o que isso significa? Renato Terzi, CEO da GR1D Insurance, especifica o termo: “O conceito Open refere-se a um modelo de negócios em que os produtos, serviços, informações e funcionalidades de uma empresa estão disponíveis para consumo de qualquer outra empresa – de forma segura e com o acordo de todos os envolvidos – de maneira muito simples”, relata.

Terzi ainda exemplifica o modo de utilização do mecanismo. “Por exemplo, um determinado produto de seguro viagem pode usar uma seguradora para o risco de vida e outra para o risco de perda de bagagens, mais uma empresa de assistência para os serviços emergenciais e assim por diante. Este modelo só é operacionalmente possível pois as empresas adotam um protocolo comum de integração tecnológica, que são as APIs (Application Programming Interfaces), uma tecnologia que faz com que todas as empresas “falem a mesma língua”.

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O executivo destaca que o funcionamento do Open Insurance é desenvolver o que as empresas precisam ou querem oferecer aos seus clientes. “A elaboração de soluções próprias se reduz e as empresas adotam soluções de especialistas, já disponíveis no mercado, como peças que montam o quebra-cabeças do serviço prestado”, completa.

 

Denise_Ciavatta

Denise Ciavatta, diretora de TI da HDI Seguros, destaca a importância da ferramenta para o mercado:” a partir do momento que eu tenho estruturada uma oferta, por meio dos APIs, posso me conectar a outra empresa que também possua plataforma capaz de fazer essa conexão. Nós ganhamos muito em agilidade e segurança no procedimento”, pontua.

No mercado financeiro, por exemplo, o Open Banking já é utilizado em países da União Europeia e no Reino Unido com a missão de empoderar o cliente. Ou seja, os dados bancários vão passar a pertencer aos consumidores, não mais às instituições financeiras. A mudança agrada, visto que o Banco Central irá regulamentar a iniciativa brasileira a partir do segundo semestre de 2020.

A diretora da HDI opina sobre o futuro da ferramenta para o mercado segurador: “acredito, cada vez mais, na adoção das APIs por parte da indústria. É importante citar a padronização. Isso requer uma organização mais ampla porque a partir do momento em que padronizamos deixam de ser acordos bilaterais e passam a ser uma iniciativa da indústria”, conclui.

Gabriel Rocha 
Revista Apólice

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