– EXCLUSIVA – Solange Paiva Vieira assumiu a Superintendência de Seguros Privados há dois meses e promete mudanças na autarquia. Apesar de ainda estar em fase de aprofundamento no tema, ela já adianta que seu trabalho será no intuito de aumentar a participação do seguro no PIB e na redução dos custos administrativos do setor, para que o preço final ao consumidor também caia. “Estamos revisitando o marco regulatório para saber se este alto custo acontece por falhas na regulação ou por pouca concorrência”.

Internamente, a Susep passa por uma fase de reestruturação, pois está sendo preparada para a junção com a Previc, responsável por planos de previdência fechada. A minuta da fusão já está com o Ministério da Economia e agora é lá que será decidido se isso acontecerá por meio de Medida Provisória ou por Projeto de Lei. A autarquia contará com quatro diretorias

Leia mais: Solange Vieira toma posse como superintendente da Susep

Outra norma que deve entrar em consulta pública em junho é a que regulamenta a atuação das insurtechs, com condições mais flexíveis para as empresas entrantes no mercado. Para agosto e setembro deve entrar na pauta também a norma de Sandbox. “Acreditamos na revolução tecnológica que está acontecendo e queremos estar junto ao setor neste processo”, afirmou Solange.

O objetivo da Susep é criar um laboratório para pequenas empresas nascerem, com regulação específica, para que elas tenham condições de iniciar sua operação no mercado, se desenvolverem e serem compradas. “Para entrar nesta Sandbox haverá regras, com o objetivo de atender ao consumidor de forma satisfatória e preços justos”, ressaltou a superintendente.

Outro ponto abordado pela líder do setor é o seguro DPVAT. Segundo Solange, da forma como está não é bom para ninguém. “Ele tem um alto índice de reclamações e cria uma série de problemas por ser um monopólio”, pontua.

Solange ressaltou que o papel do corretor de seguros é muito importante. Ela sinalizou, entretanto, que é necessário desenvolver estruturas de seguros mais simples, para aquisição de forma direta e, por isso, haverá uma natural migração dos corretores para produtos mais complexos.

“Nossa função é de ouvir as demandas do setor. Temos que ser rápidos, independentes, tentando adotar um caminho sem tendências. Se tiver alguma, tem que ser a do consumidor”, avisou Solange.

Kelly Lubiato
Revista Apólice

Deixe uma resposta