Vanessa Alves

Quando o tema seguro é abordado, automaticamente vem à mente seguro de carros. Talvez porque este seja o mais popular da categoria. Contudo, há alguns anos, o comportamento da sociedade diante dessa frente vem mudando, e se antes o seguro de carro era o mais buscado, agora, o seguro vida vem se destacando.

De acordo com os dados da Susep, em 2018, a arrecadação com coberturas automotivas arrecadou R$35,8 bilhões, já seguros de vida acumulou R$37,7 bilhões. Uma diferença de R$1,9 bilhões. Tendência que acontece desde 2017, quando o cenário se inverteu pela primeira vez. Naquele ano, a arrecadação de seguros de pessoas foi de 34,5 bilhões, e o de automóveis, R$33,9 bilhões.

São vários os motivos que explicam esse crescimento, mas a associação de diversos tipos de coberturas existente dentro do seguro vida é um dos que mais tem atraído o mercado; é o que explica a diretora comercial da San Martin, Vanessa Alves.

“O tabu está sendo quebrado, essa ideia de que o seguro de vida é exclusivo em caso de morte. Ao contrário, cobre outras situações, que em geral, são em vida, como: invalidez por acidente, laboral permanente por doença; que é aquela que não se pode esperar recuperação e que impede o segurado de exercer sua atividade de trabalho principal”, esclarece.

Segundo a diretora, o cenário brasileiro também vem impulsionando esse crescimento. A onda de desemprego, elevação dos preços, insegurança da economia, entre outros, deixam as pessoas em situação de alerta e, diante desse caso, a prevenção soa como um conforto e até mesmo como um alívio, caso venha a ocorrer alguma situação de despreparo, já que o mesmo paga despesas por um bom tempo.

“É a questão da prevenção”, explica Vanessa. Ela relata que, evidentemente, essa é uma cultura que está consolidada no Brasil. Ou seja, cresceu o número de pessoas que se precavem.

Retratos do mercado

Desde 2015, muitos precisaram passar por um processo de adaptação de vida. Quem usava carro, passou a andar de ônibus, muitos que pagavam plano de saúde se renderam ao sistema público, entre outras situações. Agora, com a atual mudança do governo é que as coisas estão começando a ficar mais otimistas, contudo, depois dos últimos acontecimentos o brasileiro passou a ficar mais esperto e, assim como fala a profissional, “precavido” com a situação.

Cobrindo despesas

Mas diante de uma situação de risco, e de incertezas, vale a pena investir? Vanessa assegura que sim, principalmente pelo fato de o valor ser acessível e o respaldo oferecido ser bem completo. Justamente por isso, para muitas famílias o seguro é visto como uma estratégia dentro do planejamento financeiro.

Ela fala que há diversas opções disponíveis, alguns pacotes custam a partir de R$ 40,00 anualmente. “A cobertura por morte é o básico, mas existem outras garantias que podem favorecer o segurado e sua família ainda em vida, como suporte para tratamento de doenças graves e indenizações por invalidez”, relata.

Ela conta que se o segurado sofrer um acidente que o afaste do trabalho por um tempo, um seguro com uma cobertura de Diárias por Incapacidade Temporária (DIT) oferece uma quantia equivalente ao salário do mesmo, calculado de acordo com o número de dias de afastamento, dentro do limite contratado.

Para situações em que há um acidente ou doença que o deixo inválido e incapacitado de trabalhar, com um seguro de vida, ele consegue receber uma quantia mensal ou uma indenização de uma só vez, de acordo com o que escolheu na hora da contratação.

Mercado em crescimento

Apesar do visível crescimento nos últimos anos, para os próximos, o mercado de seguros promete mais desenvolvimento. Uma pesquisa promovida pela Universidade de Oxford, em 2017, revelou que apenas 19% dos brasileiros tinham algum tipo de seguro de vida, enquanto a média de outros 11 países é de 32%. Com isso, a CNSeg acredita que deva haver um crescimento de 8,4% até dezembro, relacionado a seguros para riscos pessoais.

“Acreditamos muito no potencial desse nicho. Calculamos em nossa rede, que conta com mais de 300 unidades, um crescimento de 30% para até ano que vem”, conclui Vanessa.

G.R
Revista Apólice

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