A cidade de São Paulo foi palco da cerimônia de posse dos presidentes e das diretorias da CNseg e de suas quatro Federações: FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap, além dos respectivos conselhos para o triênio 2019/2022.

Em discurso, Marcio Coriolano, presidente re-eleito da CNseg, lembrou as condições macroeconômicas desafiadoras de seu primeiro mandato (2015/2018). “O setor cresceu 4,5% reais no período, ao passo que o PIB decresceu 1,2%”, afirmou.

Coriolano agradeceu o apoio do conselho diretor da confederação e das federações pela sua recondução à presidência pelo triênio 2019/2022. Lembrou a solidez do setor, que não só alcançou a emblemática marca de R$ 1 trilhão em reservas técnicas, como também apresentou melhoria dos indicadores de eficiência operacional das associadas, além de ratificar o protagonismo dos clientes em todas as dimensões da atividade.

Já o presidente eleito da FenSeg e da Chubb no Brasil, Antonio Trindade, demonstrou otimismo com o setor e destacou o papel estratégico do seguro. “O segmento de seguros gerais é responsável por um amplo leque de produtos, desde automóveis e satélites, residências, obras de infraestrutura, até a produção agrícola do interior do País. Caminha para um cenário de crescimento sustentado nos próximos anos e quer ser um parceiro para concretizar a agenda social e econômica do Brasil, ao proteger a população de toda a espécie de riscos e desonerar o orçamento do Estado”, relatou.

O presidente eleito da FenaPrevi, da Bradesco Vida e Previdência e da Bradesco Capitalização, Jorge Pohlmann Nasser, afirmou que, no contexto da Reforma da Previdência Social, já não se pode mais discutir se deve ou não reformar o modelo de previdência social do país. “Devemos discutir qual a reforma possível nesse momento. E que seja da amplitude suficiente para recolocar o Brasil na rota de desenvolvimento sustentável, complementa.

O presidente eleito da FenaSaúde e vice-presidente do Grupo Notredame Intermédica, João Alceu Amoroso Lima, destacou as medidas propostas pela entidade em prol da sustentabilidade do segmento. Para ele, são relevantes questões como a adoção de programas de APS – Atenção Primária à Saúde e Redes Hierarquizadas e a admissão de hospitais públicos nas redes credenciadas das operadoras privadas. Ele também ressaltou o protagonismo da FenaSaúde no setor. “Sabemos que podemos contribuir de forma mais contundente, não apenas para a promoção da saúde e prevenção de doenças dos cidadãos, mas também para um ambiente favorável ao crescimento e desenvolvimento econômico e social do Brasil, desonerando o orçamento público, promovendo emprego, atraindo investimentos e gerando renda”, concluiu.

O presidente eleito da FenaCap e da Brasilcap, Marcelo Farinha, observou que o segmento contribui para ampliar o bem-estar das famílias, movimentar a economia e reforçar a poupança de longo prazo no país. “Nesse contexto, merece destaque o posicionamento estratégico da capitalização, que evoluiu de um estágio inicial em que os produtos eram apenas instrumentos para guardar dinheiro e concorrer a prêmios para um novo patamar, que consiste na oferta de um conjunto de soluções de negócios com sorteios, em atendimento a novas demandas dos consumidores. É solução para a conquista da disciplina financeira, para garantia locatícia, para o exercício da filantropia ou para incremento de outros segmentos econômicos. Isso explica, em parte, a resiliência do mercado em momentos de instabilidade”, ressaltou.

O diretor presidente da ANS, Leandro Fonseca, destacou a modernização regulatória como o caminho para tornar o segmento mais produtivo e assegurar seu desenvolvimento sustentável. “Em razão disso, a modernização constará da nova agenda regulatória para o período compreendido entre 2019 e 2021”, afirmou Fonseca.

De acordo com o presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros, Armando Vergílio, “o novo salto de crescimento do mercado dependerá da união dos seus pares em torno de um projeto que contemple, entre outros tópicos, o combate às vendas irregulares pelas associações, avanço da desregulamentação do setor, oferta de produtos inovadores para ampliar a base de consumidores e em linha com a consolidação da economia digital e com a era de riscos emergentes”.

Mauro Batista, presidente do Sindicato das Seguradoras, apontou a educação como o mecanismo para demonstrar à sociedade e ao Estado a importância do setor. “Nós seguradores temos de ter a determinação de investir em programas educativos e ser proativos e determinantes para essa travessia”.
A solenidade contou com cerca de 400 convidados, inclusive o Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Francisco de Assis Figueiredo; o subsecretário de Políticas Microeconômicas e Financiamento da infraestrutura, Pedro Miranda.

G.R
Revista Apólice

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