Muito se fala sobre o impacto que a “Internet of Things”  (IoT) poderia ter em diferentes áreas de nossas vidas. Se levarmos essa questão para os seguros veremos que, sem dúvida, a relação entre clientes e seguradoras será transformada através desse modelo, gerando um novo mundo de oportunidades para o setor de seguros.

Qual seria o potencial das oportunidades nas companhias de seguros?

É cada vez mais comum ver que certos tipos de seguros estão sendo comercializados online. Esse tipo de distribuição nos permite fornecer uma série de serviços interconectados para mitigar os riscos relacionados a casa, automóvel, comércios, serviços e saúde, o que facilita que os clientes e seguradoras estejam mais alinhados na prevenção de perdas e, além disso, promove a criação de produtos de acordo com as necessidades de cada cliente.

Fernando Hambra

Do ponto de vista tecnológico, isso significa implementar plataformas flexíveis que suportem subscrição e taxas com base em dados da IoT, alterando os processos de TI para serem implementados de forma mais rápida e eficiente, bem como gerenciando ameaças de segurança de forma rápida e proativa.

Do ponto de vista cultural, você precisa estar mais disposto a experimentar novas alternativas e aprender rapidamente com os resultados, aplicando as melhorias necessárias.

As seguradoras podem começar a usar a IoT a partir de uma análise das necessidades dos clientes, definindo uma proposta de valor para cada um deles. Produtos sob medida devem ser entregues fornecendo uma visão geral de todos os riscos que podem afetar os segurados a partir dos dados coletados através da IoT.

Entre outros, os benefícios para os segurados consistem em melhorar seus riscos, trabalhar na prevenção de acidentes, interromper as perdas antecipadamente e implementar a manutenção preventiva.

Entre as vantagens para as seguradoras, podemos destacar a oportunidade de sermos mais eficientes com a possibilidade de colocar preços, variáveis e indicadores que deem uma melhor precisão ao subscrever um risco. As seguradoras que demorarem na integração de suas bases de dados e informações da IoT para modelos de subscrição poderão correr riscos de antisseleção, afetando, assim, sua rentabilidade.

Finalmente, como seguradoras, esperamos que a IoT seja uma impulsionadora do crescimento das receitas e ajude na lucratividade da indústria, junto com um serviço mais eficiente e personalizado para os nossos segurados.

Sobre o autor

Fernando Hambra, vice president Small Commercial da Chubb na América Latina

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