Maria Filomena Branquinho

O poder da força institucional do mercado de seguros e seus entes e a luta contra a proteção veicular deram o tom da abertura do 1º Congrecor, na tarde desta quinta-feira, em Uberlândia. A mesa de abertura do congresso contou com os representantes dos Sincor’s de MT, MS, GO, DF e MG e foi inaugurada por Maria Filomena Branquinho, presidente do Sincor-MG e anfitriã do evento.

“Hoje é uma data histórica, pois estamos dando início ao 1º Congrecor, seguindo à determinação da Fenacor de regionalizar a organização dos corretores de seguros por meio dos Sincor’s, destacou Maria. “O congresso é oportunidade de troca de experiências, que deve ser um dos focos de atuação do profissional do seguro para se manter relevante, em consonância com os desafios e as potencialidades do nosso setor, um dos poucos que se manteve em expansão no País, mesmo nos momentos de forte crise econômica”, frisou a presidente, agradecendo o empenho dos Sincor’s da Região Centro-Oeste e Minas para a organização do evento.

Maria destacou, ainda, que foi a união da categoria, por meio dos Sincor’s de todo o Brasil, que garantiu conquistas importantes para o setor, como a inclusão dos corretores de seguros no Simples Nacional, acordos coletivos e projetos contra a proteção veicular. “Não poderia deixar de falar que temos um anjo em Brasília, que tem lutado pela classe ativamente”, frisou, referindo-se ao presidente do Sincor-GO e deputado federal Lucas Vergilio, já em seu segundo mandato.

Na abertura do evento, o parlamentar chamou a atenção sobre como o envolvimento da categoria tem sido essencial no ganho de benefícios para o setor. “Tivemos a vitória em relação ao Super Simples, e temos projetos ainda em andamento na Câmara Federal, como a criação do SOAT e o PLP 519, de combate a proteção veicular”, lembrou o deputado.

“No entanto, nós, os corretores de seguros, estamos sozinhos nessa luta contra as associações de proteção veicular – e Minas Gerais foi um dos primeiros Estados a sofrer intensamente a ação deste mercado. É preciso que as seguradoras e suas entidades representativas discutam esse problema conosco. Somente esse diálogo e união vão nos dar uma saída moral, ética e legal para esse problema tão grave”, afirmou o deputado, referindo-se ao presidente da CNSeg, presente à mesa, Márcio Coriolano.

O presidente da Fenacor, Armando Vergilio, que nasceu em Uberlândia e foi criado em Goiás, lembrou que o Congrecor é resultado de um processo de regionalização incentivado pela entidade. “O congresso significa muito para o fortalecimento de instituições como os Sincor’s. Todas estas conquistas citadas aqui só foram possíveis graças ao trabalho conjunto das entidades junto à Fenacor e também das que representam as seguradoras”, disse Vergilio.

“Agora precisamos nos unir todos para conseguir vencer um inimigo em comum, a proteção veicular, que já está contaminando outros segmentos, como o Patrimonial e Vida. É preciso uma verdadeira cruzada”, alertou o presidente da Fenacor.

Também integraram a mesa de abertura do 1º Congrecor os presidentes dos Sincor’s de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, além do presidente da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar.

N.F.
Revista Apólice

1 COMENTÁRIO

  1. Sem sombra de duvida há uma avalanche de associações com o oferecimento de proteção veicular, algumas até com o proposito sério. todavia não pode prosperar a não ser que o mercado não acorde com as elevadas franquias e preços dos produtos que no final é o responsável por jogar uma grande quantidade de clientes no colo dessas associações. Acorda mercado!! o foco não é associação e sim o cliente insatisfeito que com orientação até de corretor, contrata essa proteção veicular mesmo sabendo dos riscos que correm.Quando se conseguir derrotar as associações outras soluções surgirão enquanto não se pensa no cliente. Parece embora não é verdade que o mercado é só Seguradora e Corretor!!! tem uma clara aí não menos importante…..Cliente.

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