A TransUnion anunciou os resultados financeiros do 1º trimestre de 2019. A empresa fechou o período com uma receita de US$ 619 milhões, um crescimento de 15% comparado ao 1T18. A receita ajustada, que desconsidera o impacto de receitas antecipadas, reduções contábeis e outros ajustes referentes às aquisições recentes da empresa, foi de US$ 623 milhões, um aumento de 16% em comparação ao primeiro trimestre de 2018.

O lucro líquido atribuído à companhia foi de US$ 71 milhões no 1T19, comparado aos US$ 73 milhões no mesmo período de 2018. O lucro diluído por ação atingiu US$ 0,37, contra US$ 0,38 no primeiro trimestre do ano anterior. O lucro líquido ajustado foi de US$ 115 milhões, em comparação com US$ 107 milhões no mesmo período do ano anterior. Já o lucro diluído ajustado por ação foi de US$ 0,60, comparado com US$ 0,57 no mesmo período de 2018.

O Ebitda ajustado do 1º trimestre foi de US$ 239 milhões, registrando um aumento de 18% em comparação ao mesmo período no ano anterior. A margem de Ebitda ajustada foi de 38,3%, contra 37,7% do 1T18.

“A TransUnion entregou mais um trimestre com bons resultados nesse começo de ano, posicionando-se para um 2019 forte. Continuamos a ver crescimento em todo o portfólio, impulsionado pela inovação. Nesse trimestre, nossas operações internacionais entregaram uma performance forte, destacada pelos resultados da Índia, Canadá, América Latina e Ásia-Pacífico em câmbio constante”, afirma Jim Peck, presidente e CEO da empresa.

TransUnion International

A receita da TransUnion International, que contempla todas as operações fora dos EUA, foi de US$ 146 milhões no primeiro trimestre deste ano, um crescimento de 52% (61% em câmbio constante), comparado ao mesmo período do ano anterior. A receita ajustada da companhia foi de US$ 150 milhões.

  • A receita da América Latina foi de US$ 25 milhões, mantendo-se estável comparado ao 1T18, um crescimento de 10% quando analisado em câmbio constante;
  • O Canadá somou US$ 23 milhões em receita, com crescimento de 6% em comparação ao 1T18 (11% em câmbio constante);
  • O Reino Unido obteve US$ 42 milhões em receita no período e US$ 46 milhões em receita ajustada;
  • A receita da África alcançou US$ 15 milhões, uma queda de 12% (3% em câmbio constante) comparado ao primeiro trimestre de 2018;
  • Na Índia, a receita foi de US$ 28 milhões, um crescimento de 37% (51% em câmbio constante) frente ao mesmo período do ano anterior;
  • E a receita do Pacífico Asiático alcançou US$ 13 milhões, um aumento de 8% (9% em câmbio constante) comparado ao 1T18;
  • O Ebitda ajustado foi de US$ 65 milhões, um aumento de 97% (53% em câmbio constante) em comparação ao primeiro trimestre de 2018.

Liquidez e Recursos de Capital

O valor de caixa e seus equivalentes somaram US$ 201 milhões em 31 de março de 2019 e US$ 187 milhões em 31 de dezembro de 2018.

No período de três meses, encerrado em 31 de março de 2019, o caixa gerado pelas operações contínuas da empresa foi de US$ 126 milhões, comparado aos US$ 101 milhões em 2018. O aumento ocorreu devido ao crescimento no desempenho operacional, parcialmente compensado por um aumento nas despesas com juros resultante do aumento da dívida em curso referente às aquisições realizadas pela empresa em 2018.

O caixa utilizado em atividades de investimento resultantes das unidades operacionais somou US$ 51 milhões, comparado a US$ 31 milhões em 2018, devido a um aumento em despesas de capital. As despesas de capital foram de US$ 42 milhões, em comparação com US$ 27 milhões em 2018. O caixa proveniente de atividade de financiamento foi de US$ 60 milhões, comparado com o uso de US$ 33 milhões em 2018.

O aumento no caixa usado pelas atividades de financiamento é um resultado dos US$ 37 milhões revertidos para o pagamento de ações restritas a funcionários com impostos retidos na fonte, referente aos investimentos realizados ao longo do primeiro trimestre de 2019, registrados como ações em tesouraria. Além disso, foram destinados US$ 14 milhões para o pagamento de dividendos no mesmo período, parcialmente compensado por uma amortização em relação à linha de crédito com garantia rotativa em circulação em 2018.

N.F.
Revista Apólice

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