Thisiani Martins

Entrevista com a nova presidente da Comissão de Riscos Patrimoniais Grandes Riscos – CRP Grandes Riscos FenSeg, Thisiani Martins. Ela fala de seus projetos para o próximo triênio de gestão, assim como uma análise das oportunidades da área.

Como avalia o desempenho das áreas de grandes riscos em 2018?

Anos de eleições costumam apresentar características muito próprias e 2018 não foi diferente. Apesar disso, o Brasil iniciou uma recuperação da economia e este cenário contribuiu para que o mercado de seguro patrimonial de grandes riscos experimentasse leve crescimento que se pode constatar observando as estatísticas divulgadas pela Susep.

O mundo globalizado é desafiador e o Brasil, atento as constantes mudanças, mesmo com cenário mais complexo, conseguiu manter boa oferta de capacidade.

Quais suas expectativas para o ano de 2019?

Estamos otimistas e acreditando na recuperação gradativa da atividade econômica. Isto acontecendo, teremos a retomada de investimentos, o que vai permitir que o segmento de seguros patrimoniais apresente desempenho melhor que em 2018.

Quais seus planos como presidente da Comissão no próximo triênio?

As comissões técnicas da FenSeg desenvolvem trabalhos muito gratificantes, sempre buscando contribuir com o crescimento do mercado. Daremos continuidade aos trabalhos em desenvolvimento promovendo eventos técnicos voltados ao aprimoramento dos profissionais da área, envolvendo empresas do setor para atualização de novas tecnologias de prevenção de perdas e também buscando melhores produtos para atender as necessidades dos segurados.

No ano de 2018, a Comissão realizou o Seminário de Lucros Cessantes, envolvendo profissionais de mercado. Há planos de novos eventos para esse ano?

O evento de Lucros Cessantes foi um sucesso e confirmou o grande o interessado do mercado sobre o tema. Consta do Plano de Ação de 2019 da Comissão de Riscos Patrimoniais Grandes Riscos a realização de novos eventos técnicos abordando não só seguros de lucros cessantes, com foco diferente do já realizado, como também, o tema qualidade de riscos.

Sobre a avaliação de grandes riscos e tecnologia: um exemplo é o uso de drones para acessar locais de difícil acesso, trazendo dados mais precisos que, manualmente, não seriam obtidos com segurança e rapidez. Dessa forma, as seguradoras proporcionam aos clientes uma avaliação mais precisa e orientações mais detalhadas para mitigar riscos. Como a senhora avalia o impacto da tecnologia no trabalho das seguradoras?

Para as seguradoras é desafiador se manterem atualizadas para conhecer e avaliar as novas tecnologias que estão sendo utilizadas, e seus impactos na exposição a riscos. É importante que a empresa esteja atenta e invista neste conhecimento para poder orientar seus clientes na gestão de seus riscos através da prestação de serviço de prevenção de perdas oferecida por várias seguradoras.

M.S.
Revista Apólice

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