Em seis anos, mais de 520 mil brasileiros foram afastados por auxílio doença. Isso representa cerca de 40 mil dias de trabalho produtivo perdidos por problemas de saúde. Os números são de um estudo do INSS realizado entre 2012 e 2018, que indicou gastos superiores a R$ 26 bilhões em benefícios no período. Estima-se que o SUS invista atualmente cerca de R$ 6 bilhões por ano com auxílios para acidentes ou doenças ocupacionais, não incluindo os valores destinados às aposentadorias precoces.

As dores de coluna lideram o ranking de afastamento e pagamento de auxílio doença e são a terceira causa de aposentadoria por invalidez no País. Além do impacto para a saúde e bem-estar do colaborador, os problemas de ortopedia também afetam o orçamento das empresas e das operadoras de saúde. A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que 40% das dores lombares, evoluem para um problema crônico, gerando incapacidade funcional, absenteísmo e diminuição da produtividade.

Dados do Data Science da Sharecare apontam que cerca de 30% da população faz algum tipo de procedimento ou terapia ligado à ortopedia por ano. Destes, a coluna vertebral representa quase um terço dos tratamentos, seguido por joelho, quadril e ombro.

Atualmente, 10% do total dos custos com sinistro das operadoras são destinados aos tratamentos de ortopedia. Os procedimentos de alta complexidade são os mais frequentes; em torno de 80% destas despesas estão relacionadas à internação ou cirurgia – muitas vezes, desnecessárias.

“Percebemos que a ortopedia, além de ser um grande problema de saúde pública é também um gargalo em termos de procedimentos e gestão,” diz Nicolas Toth Jr, diretor geral da Sharecare para a América Latina.

M.S.
Revista Apólice

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