Andrea Levy, Helder Molina e Marco Antonio Gonçalves

EXCLUSIVO – A terceira empresa mais longeva do País pretende manter-se jovem. Para isso, acaba de criar um Conselho Consultivo que olhe para o futuro além das questões operacionais. “O objetivo do Conselho é mostrar tendências sobre seguro de vida, longevidade e previdência, pelo lado de quem está fora da operação do dia a dia”, afirmou Helder Molina, presidente da Mongeral Aegon em encontro com a imprensa. “No fundo é como podemos ajudar a tornar a sociedade melhor”.

O Conselho será presidido pelo engenheiro aeroespacial Andrea Levy, tendo Marco Antonio Gonçalves como vice-presidente. Levy explica que a empresa sempre esteve engajada na defesa da reforma da previdência. “O nosso DNA é de inovação. Em 1977, quando ainda ninguém falava em planos de previdência, nós implementamos o primeiro plano indexado pela inflação”. Ele lembrou também que, no início dos anos 2000, a empresa se posicionou para formas institutos que permitiam as associações e sindicatos formarem seus próprios fundos. Hoje, 15 dos 18 maiores fundos instituídos estão na Mongeral.

Com o fenômeno da longevidade, algumas questões colocam-se como problemas para a sociedade. Por exemplo, o seguro saúde será cada vez mais caro e terá menos beneficiários. Um paliativo para o problemas podem ser apólices de seguro de vida com cobertura para doenças graves ou incapacidade temporária.

Por sua vez, Gonçalves certamente irá contribuir com fatores ligados à distribuição dos seguros, através dos seis mil corretores com os quais a empresa atua, sendo que dois mil deles são chamados de corretores afetos. “Pretendemos abrir mais a companhia para os corretores de seguros, mostrando a eles que o digital está atuando com parceiro para a conclusão dos negócios. Os corretores precisarão se preparar para os novos tempos sem o seguro de automóvel. O vida vem para ocupar este espaço e isso só será possível com a consultoria do corretor”, antecipa Gonçalves.

Com a reforma da previdência, a seguradora também espera um aumento natural de suas vendas, pois o que mais falta ao mercado hoje, para o seu desenvolvimento como um todo, é conhecimento. “A reforma deve abrir novas possibilidades para os os setores de vida e sobrevivência”, prevê Molina, acrescentando que somente no Brasil há esta separação entre seguro de vida e previdência. “Fora daqui existe apenas os setores de vida e não-vida”.

A seguradora já possui 3 milhões de vidas em sua carteira. A comercialização é suportada por uma rede de 40 unidades de negócios distribuídas por todo o país. A arrecadação em prêmios, em 2018, ficou na casa de R$ 1 ,5 bilhão, com R$ 4 bilhões de ativos sob gestão do braço de investimentos.

Para a aquisição de novos consumidores, a forma de distribuição dos produtos será crucial, assim como a correta avaliação do risco. Molina adianta que a empresa investe em inovação para atingir este ponto. Segundo ele, com apenas um vídeo de 10 segundos é possível saber se o segurado é fumante, se tem câncer de pele, se tem propensão a problemas cardíacos pela forma como respira.

Futuro

Investir em longevidade é um dos maiores propósitos da seguradora, segundo o seu presidente. Para isso, a empresa pretende consolidar o seu Instituto de Longevidade como referência do estudo do tema na sociedade brasileira. Hoje, ele já possui uma audiência média mensal de 2,3 milhões de visitantes únicos no portal de conteúdos e relacionamento.

Além do envolvimento com o mercado de seguros, a seguradora também está à frente de um projeto de revitalização do endereço onde está sua matriz. Boa parte já passou por reformas. Em breve, mais novidades devem surgir, com a aquisição de mais um prédio da Travessa Belas Artes, no centro do Rio de Janeiro.

Kelly Lubiato
Revista Apólice

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