Apesar de extremamente consolidado, o mercado segurador vem se adaptando ao longo dos anos para atender as necessidades dos consumidores. Na Europa, por exemplo, existem seguradoras que atuam no ramo de automóveis que cobram por quilômetro rodado, algo semelhante ao que é oferecido pelas locadoras. No Brasil, essa realidade ainda está distante, mas já existem companhias que oferecem cobertura segmentada, focada em nichos. Há seguro para celulares, pessoas, quebra de ossos, pernas de jogadores de futebol, animais de estimação, entre outros.

Robson Tricarico

Já é sabido que quando o perfil do cliente não é atrativo, devido as condições de uso ou por causa do alto índice de sinistralidade do veículo, a maior parte das seguradoras tornam os valores impraticáveis ou acabam negando a prestação do serviço. Ou seja, essa não aceitação ocorre porque, segundo estatísticas das seguradoras mais tradicionais, os modelos mais antigos ou com mais de 10 anos, blindados, modificados e utilizados para o trabalho, entre outros perfis, oferecem uma exposição maior ao risco, não tornando o negócio rentável para as seguradoras com uma maior estrutura. No ramo de veículos, segundo pesquisa da Suhai Seguradora com base no número de emplacamentos da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) dos 65,8 milhões veículos circulantes no País, 45 milhões rodam sem nenhum tipo de seguro.

Essas mudanças de comportamento dos clientes vêm impactando o mercado e provocando as companhias. Muitas deixaram de ter sua operação embasada exclusivamente na estatística atuarial, e passaram a enxergar as oportunidades e serem mais estratégicos – equilibrando as necessidades dos clientes com as exigências do mercado. Com isso, é possível dizer que a cultura do seguro focado, vem se popularizando, chegando a muitos. Atendendo também aos clientes que compram um veículo com mais de 10 ou 20 anos de uso, muitas vezes financiados, e que com uma proteção especializada, eliminam aquela possibilidade de o consumidor correr o risco de perder o veículo e continuar com uma enorme dívida do financiamento. As oportunidades são muitas e as alternativas que o mercado vem apresentando indicam quem está no caminho certo.

Sobre o autor

Robson Tricarico, diretor comercial da Suhai Seguradora

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