Osmar Bertacini

Apesar de toda a sua reputação, Osmar Bertacini sempre foi um homem simples, marcado pela empatia e carisma. A sua humildade era um resquício da sua origem. O corretor de seguros nasceu no município de Palestina, interior do Estado de São Paulo, e veio para a capital em 1962, para cursar Administração de Empresas.

O mercado de seguros apareceu na vida de Bertacini quando ele ainda tinha 20 anos. “A lenda viva do seguro”, como ficaria conhecido pelos seus amigos anos mais tarde, começou na Companhia Internacional de Seguros, na qual atuou com seguro de vida e benefícios. Permaneceu lá entre 1962 e 1988. O amor pelo setor era mais do que perceptível. Em pouco tempo, ele já era superintendente da empresa, e saiu apenas porque ela foi comprada pelo investidor Naji Nahas, que alterou toda a administração.

Mas não tinha tempo perdido para Osmar. Ainda em 1988, ele foi convidado para ser sócio da Libra Corretora, que era comandada por João Leopoldo Bracco de Lima e Ariovaldo Bracco. Era o seu primeiro contato direto com a corretagem de seguros, e foi amor à primeira vista. “Eu o conhecia desde que eu comecei a trabalhar com seguros de vida. Ele tinha muita ética e dedicação. Desejo que Deus conforte sua família. Ele ficará para sempre marcado na história do seguro brasileiro”, disse o presidente do CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello.

Bertacini era um homem culto, inteligente e de uma oratória de destaque. Durante o curso que fez pela Sociedade Brasileira de Ciências dos Seguros, que era representada pela Escola Nacional de Seguros na época, foi convidado pelo professor José Francisco de Miranda Fontana para lecionar. Já tendo participado das comissões técnicas do mercado nos nichos de Vida e Acidentes Pessoais. “Meu mestre, meu amigo, pelo qual tenho admiração total. Fui aluno dele no curso de habilitação de corretor. Alguns professores me marcaram, e o Osmar foi um deles. Era uma pessoa fantástica, ele tinha um carinho pelos amigos, apoiava todos. Tratava as seus alunos como se fossem filhos”, destacou o CEO da Regula Sinistros, Daniel Bortoletto.

O executivo era um líder e queria cravar ainda mais o seu nome no mercado. Em 1991, criou a Corretora Humana Seguros, empresa que presidiu até a data de seu falecimento. Ele chegou a dizer que esse foi o seu grande desafio profissional. O que veio depois é apenas história.

Osmar foi presidente da APTS, segundo tesoureiro do Sincor-SP, diretor da União dos Corretores de Seguros (UCS), do CCS-SP, da Sociedade Brasileira de Ciências do Seguro (SBCS), da ANSP e da Camaracor. Foi ainda um dos fundadores da Aconseg-SP e do CVG-SP.

“Osmar foi um ícone, seu nome vai entrar para a história do mercado de seguros”, declarou Francisco Caiuby Vidigal Filho, presidente da Sompo Seguros. “Ele influenciou diversas gerações de profissionais que o tiveram como exemplo ao longo de décadas. Seu bom humor, disposição e poder de articulação não só contribuíram para que se tornasse uma liderança respeitada no setor, mas também para que fosse uma presença sempre querida e bem-vinda onde quer que estivesse. Sempre o encontrava, não só em compromissos oficiais das entidades as quais ele representava, mas também em congressos, feiras e demais eventos do segmento. Sua ausência nessas ocasiões vai deixar uma lacuna daqui por diante”, complementou.

Revista Apólice

O corretor também ajudou a escrever o nome da Revista Apólice. Ele foi o responsável pelo prefácio da edição zero da publicação, em 1995.

Quando Bertacini completou 50 anos de atividade no mercado de seguros, a Revista prestou uma homenagem a ele. Os diretores Kelly Lubiato e Francisco Pantoja entregaram uma placa ao dirigente, durante o almoço mensal realizado pelo CVG-SP, que era presidido por ele na época.

É comum dizer que ídolos não morrem, mas, sim, viram lendas. Osmar Bertacini virou lenda ainda enquanto vivia. Casado e pai de dois filhos, tratou com amor e louvor todos que os cercavam. Tratou como família até mesmo aqueles que não eram frutos do mesmo sangue.

Uma homenagem da Revista Apólice

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