Antes de entrar propriamente no tema, gostaria de dividir com vocês um assunto que julgo de suma importância nos dias atuais, o papel de uma associação. Acredito que muitos já saibam, mas o vocábulo, no dicionário Aurélio, significa constituir em sociedade, reunir, ligar, conviver, cooperar e compartilhar. Neste último, compartilhar é o que mais me chama a atenção e, na minha opinião, define melhor o tema em questão. Afinal, “um problema dividido se torna meio problema”.

Geraldo Almeida Lima

Feitas as considerações, vamos aos fatos. Em seus mais de 22 anos de existência, o Sinog vem desenvolvendo e buscando, por meio de ações estratégicas, o desenvolvimento e a diferenciação na regulamentação estabelecida ao segmento de planos odontológicos, junto à ANS, por meio dos inúmeros grupos e câmaras técnicas instituídos no âmbito do órgão regulador. Desta forma, entendo que atuamos como uma associação que representa empresas correlatas, no caso operadoras de planos odontológicos, que têm os mesmos objetivos.

O nosso segmento encontra-se em um momento positivo e promissor. Até outubro de 2018, 24,1 milhões de pessoas possuíam um plano exclusivamente odontológico, superando as expectativas iniciais de que fecharíamos o ano com 23,7 milhões de beneficiários. Mas, é preciso ter em mente que, junto ao crescimento, surgem muitos desafios que precisam ser geridos e superados de forma adequada. E, na grande maioria das vezes, quem consegue atuar efetivamente para conseguir administrar e resolver as demandas necessárias são as associações.

Para se ter uma ideia, a análise do impacto regulatório específico para o segmento odontológico e a desproporcionalidade das multas impostas pelo órgão regulador continuam sendo um dos maiores impasses para as operadoras de planos exclusivamente odontológicos. Por isso, compreendendo as profundas necessidades deste mercado, o Sinog busca um equilíbrio do segmento junto aos órgãos e entidades de classe, por meio da representação e negociação dos interesses de suas associadas.

A entidade zela pelo cumprimento do Termo de Compromisso, fruto de intensa negociação junto à ANS, que beneficia as empresas associadas à entidade com até 500 mil beneficiários. As operadoras odontológicas também contam com consultoria jurídica, orientação ética e legal da atividade, informações importantes para administrarem seus negócios com transparência, agilidade e eficiência.

Mas, toda essa estrutura composta de profissionais altamente qualificados, preparados para atender as mais diversas demandas das operadoras odontológicas têm um custo, que na verdade é muito mais um investimento institucional do que uma despesa. Por isso, é imprescindível que as todas as empresas representadas, independentemente de serem associadas ou não, honrem com o recolhimento da contribuição sindical patronal que, com a reforma trabalhista, passou a ser facultativo desde 2018. Com esse valor, conseguimos capitalizar o Sinog para continuar oferecendo um serviço de excelência, que prima pelo desenvolvimento, consolidação e perenidade do segmento.

A entidade oferece benefícios às suas representadas, que são elaborados por meio de um amplo projeto organizacional e institucional para garantir o aprimoramento do exercício profissional, com a realização de cursos, simpósios e congressos voltados à gestão de operadoras odontológicas. Por isso, novamente ressalto o quanto é importante a contribuição sindical patronal, que poderá ser recolhida até 31 de janeiro.

Tenho certeza que com a cooperação de todos, o entendimento da importância de fazer parte, de compartilhar vamos atingir o nosso objetivo: fortalecer a odontologia suplementar e mostrar a importância deste segmento para toda a população e a cada nova divulgação dos números nos surpreenderemos com o crescimento, superando as expectativas.

Sobre o autor

Geraldo Almeida Lima é presidente do Sinog

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