Este ano, sem dúvida, foi intenso para todos os brasileiros. Com os grandes acontecimentos que marcaram o cenário político-econômico no País, como as Eleições, Copa do Mundo e a greve dos caminhoneiros, todos os setores de uma maneira ou de outra foram impactados. Mas, como diz o dito popular: “Mar calmo nunca fez bom marinheiro”, são nas adversidades que aprendemos e crescemos. Por isso, digo com satisfação que 2018 foi desafiador para a odontologia suplementar, mas com boas oportunidades de desenvolvimento e conseguimos aproveitar cada uma delas para darmos mais um passo para a consolidação do segmento.

De acordo com o último levantamento realizado, cerca de 24 milhões de pessoas são usuárias de algum tipo de plano odontológico em todo o território nacional. Para ter uma ideia, no período de um ano, setembro/2017 a setembro/2018, cerca de 1,75 milhões de pessoas aderiram a este benefício. Diante do contínuo crescimento deste segmento, que vem sendo cada vez mais expressivo, percebemos também uma mudança positiva no comportamento do consumidor em relação à saúde bucal.

Geraldo Lima

No período analisado, o tipo de contratação que mais cresceu foi o plano coletivo por adesão (27,6%), seguido do coletivo empresarial (6,2%) e o individual/familiar (5,7%). No cenário corporativo, que a contratação desse serviço ainda é mais predominante, observamos que o benefício pode contribuir para a retenção de talentos nas empresas, diminuir o índice de faltas e até colaborar para o aumento da produtividade.

Apesar de a região Sudeste concentrar a maior parte da população atendida por planos odontológicos (14,2 milhões), ou 58,9% do total, a região Nordeste vem ganhando cada vez mais, com 4,7 milhões de beneficiários (19,4%). A diminuição da taxa de desemprego e o aumento da renda média estão entre os principais fatores desse cenário positivo. As demais regiões Sul (2,5 milhões), Centro-Oeste (1,5 milhões) e Norte (1 milhão) continuam, aos poucos, ganhando força e espaço.

Recentemente, um levantamento realizado pelo nosso departamento de economia mostrou que a terceira idade tem um importante papel em relação aos cuidados com os dentes. A contratação de planos odontológicos entre pessoas com 59 anos ou mais cresceu 19,6% no mesmo período analisado, destacando-se entre todas as outras faixas etárias.

Em 2018 conseguimos avançar no nosso objetivo de mostrar que os planos odontológicos são vantajosos para todos os envolvidos nesta cadeia: operadoras, cirurgiões-dentistas, empresas que contratam o serviço e, principalmente, à população, que tem acesso à odontologia suplementar para cuidar da saúde bucal, evitando complicações que possam comprometer a saúde de maneira geral.

Por isso, o primeiro nível de atenção dos sistemas assistenciais voltado à promoção da saúde é fundamental no diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção. O serviço ganha cada vez mais importância para os planos odontológicos e, principalmente, ao consumidor que passa a compreender que a prevenção só ocorre quando há conscientização.

Tendo como referência os últimos anos, em que o segmento vem crescendo continuamente, superando expectativas, nosso departamento de economia estima que até 2020 o mercado deve alcançar 26 milhões de beneficiários. Mas, uma certeza nós temos, vamos continuar trabalhando para a melhoria e o reconhecimento do segmento de planos odontológicos.

Seguimos em frente de braços abertos para receber 2019, com muito otimismo e confiança de que ao término do próximo ano teremos mais motivos para comemorar, além de consolidarmos ainda mais o nosso segmento.

Sobre o autor

Geraldo Almeida Lima é presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo (Sinog)

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