A Friss apresentou a pesquisa “Fraude em Seguros 2018”, que englobou mais de 150 profissionais do setor e mostra um quadro claro da conscientização atual e dos desafios da mitigação e detecção de fraude.

Fraude de seguros é um problema global. Somente nos Estados Unidos, as seguradoras perderam mais US$ 34 bilhões em 2017 em sinistros de seguros fraudulentos. “É um problema global com um número crescente de soluções tecnológicas. A análise de Big Data e a colaboração em grande escala são fundamentais para combater a fraude em seguros”, afirma Marc Mulder, CCO da Friss.

A indústria de seguros está cada vez mais focada na prevenção de fraudes através de sistemas inovadores e contam com o apoio de provedores especializados para isso. A carga da detecção e redução da fraude, portanto, não recai mais sobre a seguradora individual.

Um foco maior na qualidade dos dados

A qualidade dos dados de cada seguradora é cada vez mais importante. Em 2018, 45% das seguradoras relatam que a qualidade dos dados de fraude coletados representa um desafio. Em 2016, esse número ficava em 30%. As principais razões detectadas indicaram que havia pouca informação ou que a informação era de má qualidade e interrompia o processo de análise eficaz e confiável.

Há uma crescente conscientização no setor de que informações de qualidade são essenciais para melhorar a experiência do cliente. O uso de boa qualidade de dados garante a aceitação e o processamento do incidente sem demora, resultando em clientes mais satisfeitos. Esses dados devem estar disponíveis e devem ser confiáveis de maneira sistemática.

A troca de informações entre seguradoras

Os clientes de seguros estão agora mais propensos a solicitar cotações e comprar seguros online. É mais fácil e mais conveniente, e muitas seguradoras estão promovendo ativamente o uso online em vez das visitas tradicionais por telefone ou escritório.

Ao enfocar as interações online, as seguradoras priorizam o acesso imediato a dados de qualidade para tomar decisões inteligentes sobre a quem garantir. O problema é que a maioria das seguradoras não tem acesso a informações suficientes.

Empresas terceirizadas podem, em teoria, coletar dados públicos disponíveis, bem como dados compartilhados por outras seguradoras. Os dados compartilhados incluem informações sobre falsos sinistros, oficinas de reparação e profissionais de saúde não confiáveis, imagens e informações sobre bens segurados. Anos atrás, isso era praticamente impossível. Costumava-se pensar que compartilhar dados era ruim para a competição; no entanto, um terço das seguradoras pesquisadas agora considera uma ferramenta importante na luta contra a fraude. A coleta de dados de fraudes permite que as seguradoras detectem e evitem-nas com mais rapidez e precisão, pois isso é um benefício para todas as seguradoras com pouco impacto competitivo.

Embora a coleta de dados de fraude seja um ativo extremamente útil para as seguradoras, as empresas devem garantir que, ao mesmo tempo, cumpram as regulamentações legais. Muitas empresas dizem que isso é um desafio, especialmente com a introdução do Regulamento Geral Europeu de Proteção de Dados (GDPR).

Ficar atualizado

A maioria das seguradoras entende agora que a única maneira de combater efetivamente a fraude é através da aplicação de tecnologias avançadas e em constante desenvolvimento. A detecção de fraudes digitais é cada vez mais eficaz e as seguradoras precisam se manter atualizadas.

Atualmente, mais de 60% das seguradoras utilizam software automatizado de detecção de fraudes para permitir a detecção de fraudes em tempo real. Aqueles que o fazem desfrutam de taxas de sinistralidade mais baixas, portfólios mais saudáveis e investigações de sinistros mais eficientes.

Enquanto 86% das seguradoras acreditam que seus sistemas atuais estão atualizados, mais da metade tem dificuldade em manter seu software. Eles compartilham suas frustrações quando não conseguem manter seus departamentos internos de TI ou têm outras prioridades. O 43% dos entrevistados relatam que têm dificuldade em integrar dados e são afetados por muitos falsos positivos, o que leva a atrasos no processamento de sinistros. Conectar-se com empresas especializadas em detecção de fraudes praticamente elimina esses problemas.

Ainda é necessário implementar melhorias

Registram-se muitos progressos na fraude em seguros e na detecção de risco nos últimos dois anos, e as seguradoras continuam acreditando que reduzir a fraude é importante do ponto de vista social e econômico. Quando se trata de combater a fraude de forma abrangente em toda a empresa, 30% ainda luta para conseguir um compromisso em todos os níveis da organização. Manter os dados constantemente atualizados com dados de qualidade permite que as seguradoras tomem boas decisões rapidamente. Enquanto o conhecimento da indústria está crescendo, ainda há muitas oportunidades de melhoria.

M.S.
Revista Apólice

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