EXCLUSIVO – Com o objetivo de reforçar a presença e a importância da mulher para o setor, surge a Associação das Mulheres do Mercado de Seguros (AMMS). Substituindo o antigo “Clube das Luluzinhas”, a Associação tem conselhos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Veja o que Margo Black, presidente da AMMS, em entrevista para a Revista Apólice, falou sobre a relação do mercado com as mulheres.

Margo Black

O que motivou o (re)lançamento?

A base fundamental da AMMS foi o Clube das Luluzinhas, fundado aqui no Rio de Janeiro há mais de 20 anos. O Clube era composto por um grupo informal de executivas do mercado segurador que se encontrava periodicamente para dar palestras sobre assuntos para mulheres executivas. O Clube era muito bem-sucedido, foi crescendo ao longo dos anos, tanto é que chegou a ter mais de mil sócias. Mas a gente decidiu, no inicio desse ano, que deveríamos fazer algo para levá-lo para um nível ainda mais alto.

Um dos problemas que estávamos tendo era organizar eventos, pois dependíamos muito de patrocínios pontuais. Hoje, o mundo mudou, e quase ninguém tem verba disponível para um patrocínio que não seja planejado no inicio do ano orçamentário. Tínhamos que fazer algumas mudanças, como formalizar a Associação e, ao mesmo tempo, mudar de nome, pois queríamos um que fosse mais profissional. A conclusão foi que “AMMS” era a sigla ideal.

Quais são os principais objetivos da Associação?

Temos como premissas principais o desenvolvimento das mulheres no mercado de seguros e a colocação da mulher em evidência no âmbito corporativo. Também queremos destacar o talento feminino e seus diferenciais, e ter uma rede de network que ofereça oportunidade de colocação no mercado de trabalho.

Quais são as principais atividades da AMMS?

Acabamos de lançar a AMMS como uma associação formal, já temos um CNPJ, um estatuto, temos também um conselho no Rio de Janeiro, que foi lançado em 25 de setembro, e outro em São Paulo, que foi lançado em 25 de outubro. O Clube das Luluzinhas era focado apenas no Rio. Sentíamos a necessidade de expansão. No futuro, queremos nos propagar por outras cidades do Brasil e até para o restante da América Latina, pois somos a primeira Associação com essa vertente por aqui.

Além de tudo que já fizemos, o que é essencial para o nova Associação são os fundos, então, queremos ter o apoio de todo o mercado. Estamos em busca de patrocínio, pois só assim poderemos organizar um programa de eventos para o ano que vem. Queremos que tudo seja bem feito, planejado com antecipação. Estamos procura das melhores pessoas para dar palestras e queremos o apoio do setor.

Outra novidade é que, no passado, para ser associada do Clube das Luluzinhas, não era cobrado nada. Mas mudamos isso para a AMMS, temos algo mais concreto agora. Para se associar ou nos patrocinar, basta entrar em amms.org.br e ir na aba “Entre em contato” ou  falar com qualquer uma das nossas conselheiras.

Estamos visitando as companhias para patrocínio e tendo um apoio considerável. Já temos parceiros confirmados, como a Chubb e a Sompo, além de outros que prometeram nos apoiar. Como as companhias estão no processo de fechar o orçamento para 2019, a gente espera que eles possam colocar algum patrocínio da AMMS nesse orçamento.

Eu me sinto muito honrada de estar como presidente da AMMS, sou uma estrangeira, há quase 20 anos no Brasil. Estou satisfeita com o apoio que estou recebendo tanto das nossas conselheiras quanto do mercado como um todo. Se eu pudesse escolher um legado para deixar no Brasil, seria o de fazer a diferença para as mulheres desse mercado.

No mercado, temos um número considerável de mulheres, mas poucas conseguem cargos de liderança. Por que isso acontece e o que a entidade fará para combater ou diminuir isso?

Cerca de 58% das pessoas que trabalham no mercado segurador são mulheres, mas quando analisamos as posições de gerência, vemos o inverso. São pouquíssimas as mulheres que estão ocupando cargos de presidência, por exemplo. Nós queremos empoderar as mulheres e ajudá-las a ter confiança para se posicionar e se apresentar para posições de maior esposabilidade e, ao mesmo tempo, trabalhar e conversar com as companhias do mercado em qualquer área de seguros.

A palavra “seguros”, que envolve a nossa sigla, engloba tudo que tenha a ver com o setor: seguradoras, resseguradoras, corretoras, fornecedores de serviços, advogados, inspeção de risco, etc. Queremos saber o que essas empresas acham a respeito desse assunto, sobre as mulheres não se apresentarem para esses cargos mais altos. Queremos endereçar melhor os assuntos que podem criar alguma barreira para essas mulheres.

Maike Silva
Revista Apólice

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