Fenacor 50 anos – Tudo começou em 1969, portanto, há 49 anos.
Acredito que a mão de obra escassa foi o motivo de submeter-me a qualquer serviço, começando pela faxina, depois office-boy, auxiliar de escritório e, por fim, sócio da corretora de seguros; uma trajetória que merece aplausos, mas foram muitos e muitos anos de luta na Cidade de Mogi das Cruzes – São Paulo.

Viagem ao Brasil:
Foram 51 dias no porão do navio chamado Santos Maru, saindo do porto de Kobe do Japão e aportando em Santos-SP, em 16/04/1957. Depois, como semi-escravo de fazenda em fazenda até chegar à cidade de Mogi das Cruzes como arrendatário (diziam meus pais “arenda” pois não sabiam pronunciar adequadamente o “rr”). Mas, naquela ocasião, devido ao fato de terem muitos filhos (6), nem a comunidade nipo-brasileira local dava acolhida, tamanha era a miserabilidade (muito abaixo da pobreza). Frio, fome, comida às vezes deixada por padeiro no toco da árvore seca que servia de portão; vendo a real necessidade da família. Hoje esse padeiro, é nosso grande cliente (Panificadora Colinas do Sol – geração dos netos Artur e Albertino).

Sr. Mário Ângelo Bourg e Adilson Ariza de Oliveira eram na época renomados corretores de seguros de todos os ramos e me deram uma chance no lugar da minha irmã, que foi estudar em São Paulo, na Faculdade Anhembi Morumbi. Essa vaga foi fácil, mas, despreparado e chucro, exigiu dos patrões altíssima paciência, pois a minha função seria na lavoura, cujas ferramentas eram foice, machado, enxada, baldes para transporte de água do rio até a casa (choupana feita de telhado de sapé e paredes e chão de terra preta). Mal vestido e com pouco conhecimento sobre vida social urbana.

A vida não foi fácil, aliás, não era fácil para ninguém, muito menos para imigrante. Os tempos passaram, a confiança dos patrões aumentou, a escola indo paulatinamente, a Faculdade subvencionada pela SATMA Sul América Terrestres, Marítimos e Acidentes. Fiquei empregado por 15 anos (de abril/1971 a abril/1985.) como auxiliar de escriturário da inspetoria da Sul América, tinha que atender os corretores como os meus patrões e mais Cilai Candido Rondina, José Maria Guardia; mas havia outros corretores como Sr. João Mendes Porto seguro e Sr. Ubiratan; Atlantica Boa Vista (hoje ainda cliente).

Mas a linha de referência foi realmente traçada pelo Sr. Mário Ângelo Bourg, meu mentor. Pois a ele devo todos os ensinamentos de seguros e com ele fiquei de 1969 até 1998, quando me desliguei de sua empresa “Mogiseg Corretora de Seguros”. Ensinamentos que foram lapidados dia a dia, anos após anos, afinal foram 28; se tinha uma pessoa com paciência de ensinar, paciência de passar os conhecimentos e dedicação, era ele: Mário Ângelo Bourg.

Corretor de Seguros:

Curso concluído em 1985 pela Escola Nacional de Seguros, diploma assinado pela Sra. Haydee. Gerou a SUSEP no. 10.004.316-8. Esse numero traduz o tempo de habilitação corretor de seguros todos os ramos.

Acompanhei a mudança de tecnologia que foi um capítulo marcante. Após a faculdade, com ideias novas, em 1982, adquirimos o Sistema Prológica 700 pelo banco Bradesco, com pagamento em dólar. Foi a pior das minhas atitudes, pois veio a maxidesvalorização do dólar, que aumentou as mensalidades em 32%, o que fez o patrão ficar muito bravo até a ponto de dizer “você vai pagar”. Corri atrás de especialistas de basic, cobol, assembler etc, linguagens de computador. Diferente de hoje em dia, que é só chegar nas lojas e comprar o programa que desejar.

Família:

Sra. Teresinha Setsuko Fujii, minha esposa desde 29 de janeiro de 1983, acompanha-me até hoje (na doença, na pobreza, na riqueza, no trabalho etc.) rigorosamente.

Sócios e Sucessão empresarial desde 2005:

Hoje, Sra. Teresinha é sócia-majoritária da corretora, pois graças a ela existe a Kijiro Corretora; atualmente num processo de sucessão empresarial e blindagem. A sociedade é composta por seis sócios, sendo duas filhas (Bianca Massumi Fujii e Heloisa Lumi Fujii) e dois ex-empregados promovidos a sócios (Ricardo Massayuko Ohasi e Ismael Kijiro Fujii). Ao todo, quatro sócios Susep todos os ramos; e a sócia Bianca, que além de corretora de seguros, é formada em MBA em Seguros e Resseguros pela Escola Nacional de Seguros.

Luta pela sobrevivência:

A luta em prol dos Produtores Rurais tem sido árdua, porém compensadora, pois em 2002, um produtor de caqui perdeu toda a sua produção, vítima do granizo que arrasou a única produção anual de receita da família, onde nem lágrimas caiam. Abrimos o sinistro e a Porto indenizou 100%, descontando a franquia de 10% na época. Acompanho a liderança da Fenacor, há 20 anos.

Desafios: Muito se falou sobre a extinção da Profissão de Corretor de Seguros, e a alta tributação era o maior desafio, o que nos levou à busca por qualificação, especialização, oportunidades de congressos, cursos de seguro Rural da Funenseg em Campinas ano 2000, adaptação às mudanças, atualização em tecnologia, etc.

Depois de muitos governos (FHC, Lula I, Lula II), e finalmente chegou a esperança tão aguardada. Fui a Brasília (Palácio do Planalto) por conta própria, atender à liderança Fenacor em 07/08/2014, ver in loco a Presidenta Dilma Vana Rousseff assinar a Lei do Super Simples Nacional. Jornada depois de muitas audiências públicas com Sebrae, Associações Comerciais, Guilherme Afif Domingos, Sincors, Fenacor, liderado eficazmente pelo Presidente Dep. Armando Vergilio, culminou com sucesso esperado há décadas: a assinatura da Sanção Presidencial PLC 60/2014 e LC 147/2014 de 07/08/2014 – Super Simples Nacional ANEXO III; que entrou em vigor dia 01/01/2015, levantando o ânimo e a moral de todos os Corretores de Seguros, com faturamento anual até 3.600.000,00.

A partir dai, a Kijiro Corretora passou a ter economia anual superior a R$ 100.000,00. Só pelo benefício do critério de Tributação do anexo 3, conquistada e aprovada . Não para aí. Atento e atuando firme; foi ratificada pelo Deputado Lucas Vergilio, o novo simples Projeto lei 125/2015, elevando o limite para R$ 4,8 milhões, quando tentaram derrubar essa conquista, por meios ardilosos, para Anexo V, o que nos prejudicaria e até poderia antecipar o fechamento das Corretoras, principalmente aquelas que foram abertas, recentemente.

Em 25/05/2017 fui à Brasília apoiar pessoalmente, atendendo a convocação do deputado Lucas Vergilio, contra a questão da YOUSE CAIXA, e depois, Combate às Associações, Cooperativas, que atuam de forma ilegal na atividade regulamentada pela Lei 73 de 21/11/1966.

Sócio da FENACOR – código de ética

Antes de ser sócio da Fenacor, sou sócio do SINCOR-SP desde 1989. Logo, cadastrado na FENACOR, conforme Código de Ética, no. 886 desde 2008 e no. 12.305 PF. 2014; conforme Lei 8-078 de 11/09/1990. SÓCIO IBRACOR: CNSP resolução no. 233 de 01/04/2011 e no. 251 de 09/04/2012.
Pessoa física e Pessoa jurídica. Convite no CONEC–SP, pelo Presidente Sr. GUMERCINDO ROCHA FILHO, promovido para ocupar o cargo de Conselheiro Fiscal Titular.

Compromisso Social e Comportamento:

Com a sociedade brasileira, presidi entidades na questão social, na questão cultural, de apoio as entidades filantrópicas etc. Ex.: Apae, Asilos, Associações etc. Merecem atenção de Kijiro Fujii, diuturnamente.

Gratidão:

Devo total gratidão ao mentor, à sociedade brasileira que me aceitou e perseverou, dando oportunidade a um estrangeiro, que tinha como compromisso da vinda ao Brasil  lavrar a terra, e logo desvirtuou sua trajetória e veio para a área de prestação de serviços especializado em seguros.
Mas da agricultura, que deveria ser o ponto principal, fui para a Comissão do Seguro Rural de São Paulo, e com isso envidar esforços para o Agronegócio.
Reconhecido pelo XVI Troféu Alvorada 2016 – Homenagem Especial “Agronegócios”, pelos 28 anos em Brasília – concedido pelo Presidente Dr. Dorival Alves de Sousa.
1º. Lugar Troféu Corretor de Seguros Empreendedor no CONEC 2016, pelo SINCOR–SP.
Troféu Melhores de Seguros 2016 – APÓLICE, A Revista do Mercado de Seguros. Case premiado: “Longevidade do negócio”.
Formado em Administração de Empresa pela Universidade Braz Cubas; e atualmente cursando “Especialistas em Planejamento Financeiro do IBMEC”, patrocinado pela Porto Seguro.
Hoje, empresário do ramo de seguros, orgulhoso em ter uma estrutura física sede própria satisfatória de 600 m2, instalações modernas e apropriadas para atender o público interno e externo; com equipe hiper colaborativa de profissionais qualificados e especializados e com tecnologia de ponta, com foco no varejo, operando em todos os Ramos de Seguros e Certificado Digital ICP BRASIL pela Certisign.
Uma carteira de mais de 4.000 clientes (pessoas físicas e jurídicas).
E faturamento anual de comissões superior a R$ 2.500.000,00,
Equipe de 16 pessoas.

Agradecimento:
Graças à Fenacor (Federação Nacional dos Corretores de Seguros) ser entidade forte, representativa da classe e a competência dos dirigentes na atuação eficaz, ela propicia a total tranquilidade dos associados, perenidade e longevidade da categoria dos corretores de seguros.
Vale destacar que hoje tenho orgulho e honra de ter representante da Fenacor no Agronegócio; ter presidente da Escola Nacional de Seguros e no órgão máximo ter secretário da SUSEP – Superintendência de Seguros Privados; todos corretores de seguros.

PARABÉNS FENACOR PELOS SEUS 50 ANOS COM MUITO MÉRITO!!!

Sobre o autor

Kijiro Fujii, corretor de seguros, 63 anos de idade, nascido em Osaka – Japão.

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