A Aon realizou um debate sobre riscos cibernéticos. Os motes principais foram o seguro cibernético e o tratamento multidisciplinar do risco. Além de Maurício Bandeira e Marco Mendes, executivos da companhia, o encontro contou importantes nomes do setor como Renato Monteiro, Privacy Hub e Baptista Luz Advogados; Maressa Juricic, PwC; Tereza Kaneta, Brunswick Group; e André Carraretto, Symantec.

“As empresas, independentemente do seu porte, têm apenas 18 meses para estar em total conformidade com a Lei de Proteção de Dados. Devido à sua complexidade, esse é um prazo muito curto. A questão dos dados vai muito além dos possíveis ataques cibernéticos ou o vazamento de informações e dados pessoais. Toda empresa está vulnerável e deve estar envolvida no processo de adaptação, pois a pergunta não é se, mas quando algo desse tipo acontecerá”, comenta Marco Mendes, especialista em Seguro para Riscos Cibernéticos da Aon Brasil.

De acordo com a Pesquisa Global em Gerenciamento de Riscos da Aon, crimes cibernéticos são a 5ª maior preocupação dos empresários, que analisam formas de mitigação e gestão dos riscos de suas empresas. Desde a segunda quinzena de agosto de 2018, quando foi aprovada a Lei nº 13.709/18, a procura por essa solução, na Aon, aumentou aproximadamente 115% e gerou um volume de contratação 50% maior para o período.

“As penas para quem não cumprir à LGPD são severas. Além dos prejuízos à imagem e reputação, as empresas podem ser multadas em até R$ 50 milhões e sofrer outras sanções como bloqueio de seus bancos de dados”, explica Mendes.

M.S.
Revista Apólice

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