Fenacor 50 anos: Quanto vale uma vida? O filósofo Immanuel Kant disse que somos seres insubstituíveis – sem preço, portanto. Há, porém, quem possa estimar o inestimável, ousando reduzir riscos de perdas. Entre a vida que não tem preço e a necessidade de precificá-la, podíamos parodiar o escritor Euclides da Cunha para dizer que o corretor de seguros é, antes de tudo, um forte. Ele enxerga imprevistos, oferece apoio e proteção contra o imponderável.

Pinheiro Junior

Na terra, na água e no céu, o corretor de seguros se faz presente, impondo-se como uma entidade física – um instrumento das garantias vitais.

A primeira apólice de seguro no mundo foi marítima. Criada em 1347 em Gênova, Itália, dava suporte às viagens em veleiros. No Brasil, a abertura dos portos em 1808 abriu caminhos para a Companhia Boa Fé. Confiança que viria a conquistar segurados no século XX, com a criação do Código Comercial Brasileiro. Em consequência, surgiram a Superintendência Geral de Seguros e o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) , dando ordenação e igualando oportunidades para novos desafios, inclusive os impostos pela tecnologia.

A partir dos anos 1960, o corretor desenvolve novos empenhos e capacidades com a regulamentação da profissão. Até então as operações eram diretas entre companhias e clientes. Reformas econômicas vieram influenciar o crescimento do mercado de seguros, o consumo ganhou poder e, na carona dos automóveis, a indispensável figura do corretor passou a frequentar casas e garagens. Quem dispensaria seu corretor de confiança? Até mesmo para segurar seu cãozinho; aquele cavalo; cerimônias de casamento que não se pode frustrar; pertences de bolsas com destaque para celulares e cartões de crédito; a sua bike; motos em profusão e até adegas de preciosos vinhos. Seres de outros planetas? Por enquanto, só fora do Brasil em outros mundos…

Nos últimos anos houve uma redescoberta do seguro de vida – o prêmio total subiu em torno de 10%. E o que esperar para os próximos anos com o aumento da expectativa de vida? Parece óbvio que a indispensável habilidade do corretor vai ser determinante para indicar as melhores opções em busca do produto ideal de acordo com idades e recursos. A Fenacor segue na sua longa missão de dar amparo à profissionalização cada vez maior daqueles que melhor protegem vidas e bens. Bens tão carentes de proteção patrimonial e imaterial que, se atingidos por destruição, a tragédia atingiria também todo o povo em sua preciosa cultura.

O seguro no Brasil tem ainda outros desafios. Eis que surgem perfis a exigir modernas avaliações tecnológicas e conhecimento para lidar com necessidades de gerações do milênio. Mas o cliente moderno comum também quer mais agilidade, com inovação e precisão. Assim, a internet das coisas e inteligência artificial já fazem parte do presente e do futuro de muitas empresas. Inclusive por imposição que não pode ser postergada ou subestimada em período de crise.

Números da CNseg mostraram em 2016 que há no Brasil 140 milhões de pessoas sem seguro de vida ou plano de saúde. Os veículos automotores sem seguro são 35 milhões nas ruas e estradas nacionais. As residências desprotegidas são 50 milhões sem seguro contra roubo ou incêndio. E há três milhões de empresas sem seguro empresarial. É uma realidade triste. Mas sempre poderá ser minorada se a enxergarmos igualmente como um grande universo de boas oportunidades. Na crise o ser humano pode ser estimulado a crescer e se aperfeiçoar. Também o Seguro pode ter bons horizontes como necessidade garantidora do bem-estar pessoal e coletivo.

Sobre o autor

Pinheiro Junior é jornalista

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