Marcio Coriolano

A 22ª edição da Carta do Seguro, elaborada pela CNseg, mostrou que, no acumulado de julho de 2018, não houve mudanças consideráveis em relação ao acumulado no primeiro semestre. O segmento de Danos e Responsabilidade manteve a liderança. Já em Pessoas, os planos de risco permaneceram em destaque.

Continuaram sendo observados resultados superlativos em Transportes (15,4% no acumulado do ano), Garantia Estendida (10,7%), Rural (13,2%), Patrimonial (8,2%) e Automóvel (7,5%). Para Márcio Coriolano, presidente da CNSeg, “a resposta desigual do setor frente à economia já era esperada”. Ele ainda declara que “com a série que vem sendo observada desde o ano passado, não espero grandes mudanças nos segmentos líderes até o fim desse exercício”.

No grupo de ramos elementares (seguros de danos e responsabilidades) os prêmios somaram R$ 64 bilhões, com crescimento de 3% em relação ao mês de junho. No grupo de planos de risco de coberturas de pessoas, foram arrecadados R$ 3,1 bilhões, 2,7% abaixo em relação ao mês anterior, contudo, melhor do que o padrão sazonal do mês. Houve recuperação nos aportes aos planos de acumulação PGBL e VGBL, que somaram R$ 8,1 bilhões em julho, 9% acima do observado em junho. Os prêmios do seguro DPVAT e os aportes aos títulos de capitalização cresceram, respectivamente, 4,4% e 0,9%.

A arrecadação total na área da Susep somou, dessa forma, R$ 20 bilhões, 4,2% a mais do que no mês anterior. No acumulado do ano até julho, a arrecadação somou R$ 138,8 bilhões, registrando um crescimento de 0,4% em relação ao mesmo período no ano passado.

Seguem os resultados completos:

Lauro Faria, economista da Escola Nacional de Seguros, destaca que “esses resultados suscitam a esperança de que o mercado regulado pela Susep possa fechar 2018 na faixa superior de projeção de crescimento da arrecadação feita pela CNseg de 5,2% sobre 2017. O que seria excelente na fase atual de fraco crescimento da economia brasileira”.

M.S.
Revista Apólice

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