Sudeste – Os integrantes chapa 2, “O Sincor que eu quero”, que concorre às eleições do Sincor-RJ este ano, realizaram um evento com a presença dos seus apoiadores. Na ocasião, o líder da chapa, Jayme Torres, atual presidente do Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ), aproveitou para trazer à tona uma série de práticas duvidosas da atual gestão do sindicato, que serão combatidas, caso seja eleito.

Uma delas diz respeito à manutenção contínua de uma mesma diretoria no comando da entidade. Ele conta que o estatuto original do Sincor-RJ, modificado pela atual gestão para seu benefício próprio, não permitia reeleições ilimitadas e nem a remuneração da diretoria, “como é feito em todas as instituições realmente sérias”.

Seu companheiro de chapa, Amilcar Vianna, corroborou: “Infelizmente, aos corretores, foi imposta uma postura diferente dessa, e diferente também da ideia dos fundadores do sindicato, uma entidade centenária, que deveria ter alternância no comando para garantir a sua oxigenação”. A atual diretoria do Sincor-RJ está na liderança há mais de 30 anos.

Torres e Vianna deram luz também a outras medidas que afastam a instituição da transparência e limitam cada vez mais a real participação dos corretores nas suas decisões. “As assembleias de prestação de contas do Sindicato nunca foram feitas em datas razoáveis. Em 2017, por exemplo, aconteceu na sexta-feira de carnaval, à tarde, com aprovação por apenas sete pessoas que somaram 25 votos, sendo 15 do próprio presidente”, frisaram.

O simples fato de uma data como essa ser escolhida, segundo eles, já mostra que algo não está certo. “Quem atua com transparência faz com que os balancetes cheguem aos representados, que é o que faremos quando formos eleitos. Vamos enviar todas as informações sobre o emprego dos recursos do Sincor-RJ mensalmente, por meio eletrônico”, disse Jayme Torres.

Já quando o assunto são as eleições em si, o atual presidente da entidade também lança mão de mecanismos nada éticos para garantir sua reeleição: com o registro de familiares e funcionários como corretores de seguros, além de mais de 10 empresas corretoras, ele, sozinho, consegue votar 15 vezes em seu nome. “É impossível ter uma representatividade digna e respeitável com esse tipo de postura. Não se está defendendo a categoria, mas sim a eternização de um grupo no comando do sindicato. E, ainda que ele seja uma célula pequena em termos de poder, a nós, é muito caro. Contra isso é que nós iremos lutar”, reafirmou Vianna.

O diretor lembra que, apesar de todas essas práticas, nas últimas eleições, a chapa opositora, encabeçada por ele, teve diferença de apenas sete votos em relação à reeleita. “Que isso sirva de motivação para enfrentarmos essa luta, que é muito dura, como pudemos perceber, mas que lutamos com o intuito de realizar algo positivo pelo mercado que sustenta todas as nossas famílias, pela nossa profissão”, convocou.

Também fazem parte da chapa 2 Luiz Mario Rutowitsch, Sonia Marra, Pedro de Lucca Neto, Roberto Cabral e Marco Aurélio Marques. Sob o mote “O Sincor que eu quero”, a chapa tem como principal compromisso promover a transformação dentro da entidade, propondo uma gestão mais transparente e representativa para a categoria, feita de corretor para corretor.

Outras propostas

  • Seguro Odontológico para todos os associados;
  • Combate à proteção veicular;
  • Subsídio na participação dos corretores nos Congressos do mercado;
  • Aproximação com a Escola Nacional de Seguros para promover a capacitação dos corretores;
  • Modernização da sede do Sincor-RJ e utilização pelos corretores.

M.S.
Revista Apólice

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