Conec 2018 – Para um auditório completamente lotado, o presidente interino do Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo, Boris Ber, falou sobre a força do corretor de seguros, comprovada nesta noite com o Pavilhão do Transamérica, durante a abertura do Congresso dos Corretores de Seguros de São Paulo. A organização estima um público de 10 mil pessoas.

Este é um momento de reflexão sobre o papel da política, de que ela deve ser o cerne da orientação e da resolução dos problemas, principalmente em momentos difíceis como este que o pais atravessa.

Ber ressaltou que corretores de seguros de todo Brasil participam deste evento., por isso, há muito tempo deixou de ser um evento paulista.

“Vivemos um mundo de mudanças , que enxergamos como oportunidades. Todas as mudanças trazem medo e insegurança, mas nos fazem pensar no futuro, nos desafios e no planejamento. O Sincor-SP encarou o desafio de preparar a maior edição do evento e conseguiu”, comemorou Ber.

Ele acrescentou: “seguimos apostando na gestão profissional e no empreendedorismo. Mas temos que agir de forma mais intensa para garantir a continuidade da atuação. Estamos reduzindo os custos e ajustando o tom do atendimento ao corretor. O Sincor-SP será referência como entidade representativa de classe”.

Como representante das mulheres no mercado de seguros, a vice-presidente do Sindicato, Simone Martins, exaltou o papel de protagonista dos corretores de seguros. “O Sincor-SP é uma plataforma de soluções, debates e muitas entregas para todos os corretores. Novos e importantes desafios nos mobilizam neste momento. Represento as mulheres empreendedoras e líderes”, enalteceu.

Mauro Cesar Batista, presidente do Sindicato das Seguradoras de São Paulo, deu ênfase ao mote do evento de que os corretores de seguros são a força motriz da distribuição de seguros. “Temos que fortalecer a parceria entre os dois sindicatos, pois este é um momento de grande unidade para o futuro. O cliente é a razão do nosso trabalho e ele é o alvo de todas as relações de negócios. Queremos clientes felizes e o corretor é o elo fundamental da instituição com o cliente”. Batista destacou a importância de programas de aculturamento da sociedade, como o Educar para Proteger.

O presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros, Robert Bittar, disse que sua mensagem poderia vir em tom de preocupação, porque muitas razões existem, bem como há razões para sermos otimistas. As mudanças são sempre benéficas. Ele convidou os presentes a uma reflexão sobre o que temos feito de nossa vida cidadã. “Ela é coisa do cotidiano. Temos em todos os momentos decisões para nos engajarmos num projeto ou nos omitirmos”, conclamou.

Ele relembrou eventos históricos para os quais houve a mobilização dos corretores de seguros, como a aprovação do Simples, a pressão contra a seguradora American Home e a pressão pela aprovação da lei do Mercado Marginal.

“Temos que crescer e nos desenvolver, para isso é preciso continuar apoiando os interesses comuns. Ele citou também a reforma trabalhista, que foi um baque para o setor. Todo este cenário de retração econômica afeta as instituições e também a Escola Nacional de Seguros, que ele também preside, que precisa ser abraçada pelo setor para garantir a sua subsistência. Sua abrangência de atuação é inigualável, porque vai além da função acadêmica”, completou Bittar.

Representando a Confederação das Seguradoras, o seu presidente, Marcio Coriolano, disse que o setor precisa saber que tem menos reconhecimento do que sua real importância para a economia. Nossa luta comum, seguradoras e corretores, deve ser para recolocar a atividade de seguros no centro das políticas públicas. Temos propostas práticas e construtivas. Na previdência, já há consenso da necessidade de mudança; no âmbito social, temos produtos para proteger a capacidade de renda. Para a infraestrutura, temos a possibilidade de dar suporte pelo seguro, pauta que deve ser destravada pelo poder legislativo”, enumerou Coriolano.

Para ele, os corretores já são protagonistas da distribuição. Agora devem capitanear as mudanças. “Precisamos a poiar o protagonismo dos corretores como representante do segurado”, concluiu o presidente da CNseg.

Joaquim Mendanha, superintendente da Susep, mostrou que toda a diretoria colegiada da autarquia participam do evento, por conta da sua importância. “As normas que a Susep aprovou todas tem foco no consumidor. O órgão quer que o mercado cresça para que mais pessoas tenham a proteção do seguros”, finalizou Mendanha.

Participaram da abertura toda a diretoria do Sindicato, assim o presidente afastado da entidade, Alexandre Camillo, que concorre a uma vaga de Deputado Estadual nas próximas eleições. O vereador José Police Neto representou o prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas.

Kelly Lubiato
Revista Apólice

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