As resseguradoras Austral, da gestora Vinci Partners, e a Terra Brasis, do Brasil Plural, cogitam uma fusão. As conversas são iniciais e não envolvem assessores. Na mesa, estariam Bruno Zaremba, da Vinci, e Rodolfo Riechert, do Brasil Plural. A busca da Austral por um investidor não vem de hoje, e a Terra Brasis também trabalha para elevar seu capital.

Um mais um

Ambas as resseguradoras, que fazem o seguro das seguradoras para grandes contratos como, por exemplo, projetos de infraestrutura, têm registro como companhias locais, ou seja, com sede no Brasil. Caso decidam juntar as operações, podem criar uma empresa de mais de R$ 1,3 bilhão em ativos, conforme dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) até março, compilados pela Terra Brasis. Já o market share seria de cerca de 6%. A liderança do resseguro no País segue nas mãos do IRB Brasil Re, com fatia de 46%, a mais alta desde que o mercado de resseguros local se abriu, colocando um ponto final no seu monopólio.

 

De novo

As conversas entre Terra Brasis e Austral ocorrem após uma nova tentativa de desinvestimento por parte da Vinci. A gestora negociou a venda da operação de seguros da Austral para a americana Argo. Apesar de terem chegado à fase de diligência, as conversas não prosperaram. Pesou, sobretudo, o valor do ativo e ainda o risco da operação, mais concentrada em seguro garantia judicial, que protege segurados de ações na justiça. A resseguradora da Austral, contudo, não estava no pacote negociado.

Made in China

Antes disso, a Vinci chegou a negociar toda a sua operação de seguros e resseguros para o chinês Fosun, no ano passado, mas a transação também não foi concluída. Procurada, a Terra Brasis informou que segue em processo de aumento de capital, mas não deu detalhes. A Austral não comentou.

Fonte: Broadcast, Estadão

L.S.
Revista Apólice

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