Os Ramos Elementares mantém seu protagonismo diante da análise dos números do setor segurador referentes a maio de 2018, com taxas robustas de crescimento dos seguros de Automóveis, Patrimoniais, Habitacional, Transportes, Crédito e Garantias, e Rural. “O mesmo se pode dizer dos Planos de Risco em Coberturas de Pessoas, com expressivos 10,9%, embora a contínua queda do ritmo dos VGBL e PGBL tenha contribuído para a estagnação da arrecadação do agrupamento de Coberturas de Pessoas”, afirma o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano, em editorial na edição de julho de 2018 da Carta do Seguro.

Entretanto, foi o ramo Prestamista que apresentou o maior crescimento, de 25,1%, nos cinco primeiros meses do ano, potencializado pela expansão do crédito. Segundo Coriolano, “o que tem ajudado a alavancar a representatividade da linha de negócios de Planos de Risco em Coberturas de Pessoas, atualmente com 15,6% de toda a arrecadação de seguros, ex-DPVAT. Maior do que o ramo de Automóveis, com 15%”.

O presidente da CNseg também aponta para o fortalecimento das provisões técnicas em 2018, que alcançaram a cifra de R$ 939,4 bilhões, e destaca os Planos de Capitalização, que vêm incrementando o ritmo e sustentando a sua participação. A arrecadação
total, até o mês de maio, foi de R$ 99,6 bilhões.

O gráfico abaixo mostra o comportamento, em série de 12 meses móveis, das taxas de crescimento, segregando-as (sem DPVAT e Saúde Suplementar), em Ramos Elementares, Cobertura de Pessoas – Planos de Risco, Cobertura de Pessoas – Planos de Acumulação
e Títulos de Capitalização.

Já o economista da Escola Nacional de Seguros, Lauro Faria, destacou a desaceleração da arrecadação em prêmios e contribuições do setor segurador regulado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) em maio, comparado com abril. Além disso, nos primeiros cinco meses de 2018, as despesas administrativas das seguradoras reguladas pela autarquia cresceram 5,9% ante igual período de 2017, contribuindo para a queda de 14,4% do resultado financeiro. Ainda assim, o resultado patrimonial cresceu (15,7%), bem como as receitas, permitindo que o lucro líquido agregado das empresas do setor crescesse 6,7%.

Clique aqui para conferir, na íntegra, a edição de julho de 2018 da Carta do Seguro.

Fonte: CNseg

L.S.
Revista Apólice