Crédito: Daniel Leal-Olivas/AFP/Getty Images

Internacional – Faltando menos de um ano para que a Grã-Bretanha deixe a União Europeia, em março de 2019, uma série de problemas pendentes nos acordos de transição preocupam os executivos de seguradoras britânicas.

Milhões de apólices de seguro de automóvel e de seguro viagem que estão sendo vendidas atualmente ainda estarão em vigor em março de 2019 mas, caso os acordos de transição não se efetivem, poderão ser invalidadas, afirma o editor de políticas do Brexit, Dan Roberts, em artigo para o Jornal The Guardian.

Em relação ao seguro viagem, preocupa, particularmente, as apólices que contam com o sistema recíproco do European Health Insurance Card (EHIC) para custear o tratamento de emergência nos Estados membros. “Existe um custo inevitável para apólices de seguro se você remover a estrutura atual e não a substituir por algo que funcione”, disse Huw Evans, diretor geral da Associação de Seguradoras Britânicas.

As apólices de seguro de automóvel que permitem aos motoristas viajar pelo continente europeu sem a necessidade de papelada adicional também estão ameaçadas. Até que fique claro se este requisito para os países não-membros será dispensado, as seguradoras e os motoristas poderão ser considerados violadores das leis locais.

Também preocupa que os pagamentos no exterior feitos sob políticas de longo prazo, como anuidades ou cobertura de responsabilidade corporativa, possam se tornar ilegais em alguns casos, se a seguradora do Reino Unido não estiver licenciada para operar em um estado membro da UE. Isso, inclusive, já está adiando a atividade transfronteiriça e forçando as seguradoras a instalarem subsidiárias locais, mas representa uma bomba relógio para contratos antigos, a menos que seja encontrado um substituto para o chamado sistema de “passaporte”. “O problema relaciona-se menos aos contratos novos que os antigos, firmados, em muitos casos, muito antes de se começar a falar em Brexit”, acrescentou Evans. “O Banco da Inglaterra estimou que há 30 milhões de detentores dessas apólices em toda a UE, das quais 6 milhões estão no Reino Unido”.

Fonte: CNseg

L.S.
Revista Apólice

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