A Assurant reuniu profissionais dos setores de seguros, finanças, automóveis, tecnologia, telefonia e varejo em evento, na cidade de São Paulo (SP), com o objetivo de promover a troca de experiências dos mais diversos segmentos de mercado, além de discutir tendências para a transformação de seus negócios e a venda de seguros no Brasil.

Os painéis e palestras do evento Inovação e Solução trataram de temas como gerenciamento de dados pessoais, estratégias de fidelização de clientes, potencialização de negócios, transformação digital e experiências do consumidor. O presidente da companhia, Ricardo Fiuza, destacou durante o encontro que “é importante abordar o futuro do mercado segurador, mas o crucial é discutir quais são os caminhos para torná-lo cada vez mais real”.

Sobre as possibilidades trazidas no âmbito de segurança e tecnologia, Michael Becker, consultor internacional na empresa, lembrou da importância do uso dos dados de clientes para o desenvolvimento de produtos compatíveis com suas necessidades. “Nossas vidas se tornam cada dia mais digitais. Pesquisas mostram que nos próximos três a cinco anos haverá mais mudanças do que nos últimos 10. Estima-se que até 2020 cada indivíduo terá 10 dispositivos conectados ao mesmo tempo. Essa evolução traz facilidades e também muitas oportunidades. Hoje temos bancos de dados, que podem ser utilizados de forma estratégica para gerar benefícios aos consumidores, por exemplo”, analisa o executivo. Porém, ao mesmo tempo, é preciso ficar alerta com a quantidade de informações pessoais que deixamos para trás nessa vida conectada. “Não fornecemos somente dados como e-mail, nome e endereço, é importante termos a consciência de que as empresas têm acesso ao nosso perfil comportamental e sabermos como elas estão lidando com estes dados”, complementa Becker.

Ainda no âmbito tecnológico, a consultora Marta Gabriel, uma das pensadoras digitais mais influentes do Brasil, trouxe à tona a discussão sobre a mentalidade em tempos conectados. “A tecnologia recria a realidade. Produtos e serviços devem ser coadjuvantes da experiência do consumidor, ou seja, não queremos consumir nada que não seja atrativo. As emoções e as experiências são diferenciais competitivos do nosso século”, explica Marta.

Os consumidores, como peças fundamentais para o mercado girar e evoluir, foram objetos principais de todos os debates. De acordo com os participantes, é preciso escutar o público para cativá-lo a continuar consumindo determinada marca e indicá-la a outras pessoas. Em um dos painéis foram apresentados dados que mostram que um cliente do ramo automotivo pode demorar até 18 anos para retornar a uma marca após migrar para outra. Este é apenas um dos exemplos da complexidade para fidelização de consumidores, que permeia diversos setores, e exige o desenvolvimento de técnicas e soluções constantes, como treinamentos periódicos de força de vendas.

Para exemplificar como a experiência do consumidor é peça chave para o sucesso de todo empreendimento, o executivo Claudemir Oliveira, presidente e fundador da “Seeds of Dreams Institute”, empresa americana sediada na Florida, EUA, apresentou cases de ações na Disney onde o cliente é visto como um convidado especial e único. “Um dos sucessos em ativações foi o movimento que criamos nos parques para receber os brasileiros, que em um determinado momento eram os convidados mais assíduos e contribuíam para a lotação dos parques e aumento das filas. Ações como a inclusão de guias brasileiros, por uma questão de cultura e não de idioma, e mapas traduzidos em português, foram alguns dos detalhes elaborados para atender com exclusividade os consumidores do Brasil”, explicou Oliveira. Na Disney todos os produtos e experiências são planejados para serem memoráveis e motivar o visitante a voltar, além de indicar para amigos e familiares.

M.S.
Revista Apólice

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