A duração das viagens do brasileiro ainda é curta durante seu período de férias. Segundo a pesquisa Jornada do Viajante, que a MindMiners tabulou a pedido do PayPal Brasil, 81% dos brasileiros se tornam turistas por, no máximo, 10 dias por viagem.

Outra conclusão do estudo é que, a exemplo dos últimos números divulgados pelo IBGE sobre acesso à internet por meio de smartphones (mais de 92% da população usa o equipamento para navegar atualmente), a maioria dos brasileiros – 94% – faz pesquisa sobre o destino das férias e como chegar até lá por meio de seus telefones celulares.

Passagem e hospedagem são os itens mais procurados, seguidos por alimentação no local e passeios. A última preocupação do candidato a viajante é locação de veículos. Ao final das buscas online, 64% garantem contratar os serviços também por meio da internet, sem intermediários.

O principal meio de pagamento do brasileiro que viaja ainda é o cartão de crédito (principalmente parcelado), mas as carteiras digitais, como o PayPal, tornam-se, cada vez mais, uma opção considerada pelos turistas – 51% deles ou já as utilizaram ou estão propensos a fazê-lo. O estudo, realizado de forma 100% online, recebeu informações de turistas brasileiros das classes ABC e de todas as regiões do País durante o mês de maio de 2018. Os highlights você confere abaixo:

Novidades

  • A internet é a principal ferramenta tanto para quem viaja quanto para quem vende produtos e serviços de turismo no Brasil. Segundo a MindMiners, 53% dos viajantes que buscam informação sobre passagens aéreas o fazem via sites de busca; 41% caçam os melhores preços diretamente em sites de compra de passagem; e 27% acessam os sites das próprias empresas. Cerca de 35% vão fisicamente a lojas de operadoras de viagem. (pergunta com múltiplas respostas)
  • Quando o assunto é hospedagem, 64% dos entrevistados dizem procurar informação em sites de busca; 37%, em sites de compra direta de hospedagem; e 13% nos sites das próprias empresas (hotéis, hostels, pousadas etc.). Neste quesito, cerca de 29% vão até agências físicas – índice que aumenta para 32% quando o viajante está em busca de hospedagem fora do País. (pergunta com múltiplas respostas)
  • Amigos e familiares são fontes de informação turística confiáveis para 37% dos entrevistados quando querem saber que passeios fazer. O índice cai para 28% quando o viajante está em busca de dicas para hospedagem; cai mais um pouco, para 21%, quando se trata de opções de traslado; e cai ainda mais, para 11%, quando o assunto é passagem aérea. (pergunta com múltiplas respostas)
  • Na hora de pesquisar itens para a viagem, 94% o fazem via smartphone; e 82%, via notebook ou desktop. Destes, 64% garantem que fecham negócio online, sem intermediários; e 22% acabam fechando pela internet, mas só depois de ir a uma agência física e conversar com um vendedor. Outros 22% garantem só confiar no atendimento personalizado/humano.
  • Um dado que chama a atenção no estudo é o índice de contratação de seguro de viagem. A média geral entre viajantes nacionais é de apenas 28%; entre os internacionais, sobe para 34%. Dentro desse universo, o seguro de extravio de viagens é escolha de 44% dos entrevistados que viajam dentro do País (índice que sobe para 52% em caso de viagem ao exterior). Já o seguro de saúde/acidentes acompanha apenas 40% dos viajantes nacionais (e 48% dos internacionais). (pergunta com múltiplas respostas)
  • O principal meio de transporte utilizado? Para 87%, avião; para 78%, ônibus; navio foi escolha de 35%; e 32% citaram trens. (pergunta com múltiplas respostas)
  • A MindMiners quis saber também onde o brasileiro prefere se hospedar quando sai de férias. E 78% disseram que preferem hotéis; 72%, pousadas; 24%, hostels; e 20% optam por alugar casas ou apartamentos. Na média, 90% dos viajantes fazem reservas de hospedagem antes de sair de casa. (pergunta com múltiplas respostas)
  • Uma vez no destino, 66% dos turistas brasileiros preferem se locomover via transporte privado; 56% utilizam transporte público; e 48% pegam táxis. Outros 31% costumam alugar carros; 13% optam por transfer com van; e 8% preferem andar de bicicleta. (pergunta com múltiplas respostas)
  • Demonstrando que o mundo online faz cada vez mais diferença na vida de quem viaja, 79% dos pesquisados dizem usar aplicativos de transporte privado; 52% usam apps para chamar táxis; e 37%, apps de empresas de locação de veículos. (pergunta com múltiplas respostas)
  • Na hora de comer, 72% dos brasileiros em viagem procuram restaurantes em geral; 62% escolhem os restaurantes dos hotéis em que estão hospedados; 58% optam por cadeias de fast food; 57% compram alimentos em supermercados; e outros 38% citaram food trucks ou barraquinhas de rua. (pergunta com múltiplas respostas)
  • Em relação à organização dos passeios, a MindMiners descobriu que 80% dos turistas entrevistados preferem criar seus próprios roteiros; e 39% citaram também a facilidade dos pacotes fechados. Os passeios preferidos dos brasileiros? Praias (78%); pontos turísticos históricos (77%); parques (74%); e centros de compras (61%). (pergunta com múltiplas respostas)

Citações

  • “Fica claro, após conferirmos os resultados da pesquisa, que a tecnologia online faz, cada vez mais, parte da vida dos brasileiros. Desde a busca por passagens aéreas e hospedagem até a compra propriamente dita, os equipamentos móveis se mostram os melhores amigos do turista que quer facilidade e segurança na hora de viajar de férias”, diz Thiago Chueiri, diretor de Desenvolvimento de Negócios do PayPal Brasil.
  • “Na era da informação, em que o consumidor tem resposta às suas dúvidas na ponta dos dedos, a tendência é que ele dependa cada vez menos das marcas para educá-lo na jornada de compra de produtos e serviços. Um exemplo é que 92% dos brasileiros fazem pesquisa sobre a viagem antes de contratar pacote. Aliás, é alta a conversão de compra no ambiente digital, inclusive entre o público mais velho. Os celulares, com penetração crescente no País, são os devices mais utilizados. Isso não significa um distanciamento das marcas durante o processo, muito pelo contrário: elas surgem como facilitadoras na enxurrada de informações e podem estabelecer uma relação com os consumidores informados, mas, muitas vezes, carentes de uma aproximação neste meio”, ressalta Adriele de Freitas Lima, pesquisadora de Mercado da MindMiners.

M.S.
Revista Apólice

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