Ainda pouco conhecido no Brasil, mas popular e consolidado nos Estados Unidos e Europa, o seguro de crédito é uma solução eficaz para empresas de todos os tamanhos se protegerem contra riscos econômicos, políticos ou até mesmo de mercado. Nesse sentido, um debate promovido pela MDS Brasil, referência global em todos os ramos de seguros, resseguros e risco, e a AU Group, maior consultor do mundo especializado, exclusivamente, em matéria de recebíveis comerciais e um dos líderes mundiais em seguro de crédito, reuniu 80 pessoas e conseguiu mostrar de forma clara os benefícios de as empresas terem o seguro crédito em suas estratégias de risco de crédito.

Participaram da abertura do debate Jacqueline Legrand, CEO da Brokerslink e membro do conselho de administração do Grupo MDS, Baudouin de Thoré, CEO da AU Group e Jean Baptiste de Bouard, responsável da AU Group para a América Latina.

“O seguro de crédito não deve ser considerado como um custo adicional, mas uma ferramenta de gestão do setor de contas a receber com benefícios que vão desde o monitoramento da carteira, passando pela expansão das vendas e até à cobrança dos clientes inadimplentes e nas indenizações. Quando os responsáveis pelas áreas financeiras e de risco das empresas se abrem para conhecer esse produto, conseguem perceber de forma simples as vantagens dessa solução financeira”, diz Thiago Tristão, diretor de riscos empresariais da MDS Brasil.

De acordo com Tristão, o seguro de crédito tem como objetivo a proteção de parte importante dos ativos da empresa, protegendo o negócio em caso de inadimplência dos compradores decorrente de mora, falência ou outro risco coberto indenizando à empresa pelas perdas sofridas.

“O seguro de crédito é uma solução para as empresas, que ainda reduz as provisões para devedores duvidosos e gera vantagens tributárias”, explicou Daniel Nobre, country manager da Atradius Crédito y Caución Brasil.

Para Ludovic Subran, head de Pesquisa de Macroeconomia da Allianz e da Euler Hermes, o cenário macroeconômico e político de 2018 e 2019 mostra recuperação econômica nos Estados Unidos, China e União Europeia, porém, países emergentes, como Brasil, Argentina e Turquia, “são mais vulneráveis quanto a saída de capitais”. “No caso do Brasil, o risco de não saber nada sobre quem será o presidente da República é um fato que preocupa muito as empresas multinacionais”, diz Subran, ressaltando que riscos políticos e macroeconômicos são neutralizados quando as empresas contam seguro de crédito em sua estratégia de gestão financeira.

“As empresas brasileiras ainda estão conhecendo os benefícios do seguro de crédito, enquanto na Europa e nos Estados Unidos esse é um produto consolidado como uma solução de garantia de crédito. O setor no País tem muito a crescer e tem uma grande possibilidade de virarmos a chave nos próximos cinco anos”, afirma Leandro Freitas, superintendente de Linhas Financeiras da MDS Brasil.

M.S.
Revista Apólice

 

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