Crédito: Paulo Whitaker, Reuters

Em meio ao conturbado cenário de greve no País, a Petrobras prorrogou o seu programa de seguros para riscos no Brasil pagando ainda menos. O sindicato de seguradoras tem a norte-americana Chubb, na posição de líder, a japonesa Tokio Marine e a BB Mapfre que seguem à frente do contrato, que envolve mais de US$ 40 milhões em prêmios de seguros, sendo um dos maiores do mundo no segmento. Já a importância segurada soma alguns bilhões de reais. O programa de seguros da petroleira venceria na quinta-feira (31), mas a estatal concedeu aval para a sua extensão por mais 18 meses, como já estava previsto em contrato.

Enxugando

Depois de reduzir as taxas de seguros pagas na renovação anterior, a Petrobrás conseguiu diminuir ainda mais o seu custo. Contribuiu não só o momento ainda “soft” do mercado de seguros, ou seja, com excesso de oferta que empurra as taxas para baixo, bem como a melhora da estatal do lado operacional e também em termos de governança corporativa. O fato de a Petrobrás ter desinvestido vários “ativos penduricalhos” que não faziam parte do seu core business também ajudou a baixar os preços pagos às seguradoras.

Risco excluído

A greve dos caminhoneiros bem como a possível paralisação dos petroleiros, que pode começar hoje, dia 30, não pesaram no custo da prorrogação do contrato. Até mesmo porque esse é um risco que não encontra respaldo na maioria das apólices no Brasil nem no programa de seguros da Petrobras, que abrange ativos no País offshore (como plataformas) onshore (refinarias, oleodutos). Procurada, a Petrobras não comentou. As seguradoras mencionadas também não se manifestaram.

Fonte: Broadcast, Estadão

L.S.
Revista Apólice

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