A expansão no varejo, especialmente de vendas a prazo, impulsionou o crescimento dos seguros no primeiro trimestre. O ramo de prestamista, o terceiro maior em valor, teve alta de 21% no período, na comparação com 2017.

Os dados são da Susep. O total de prêmios emitidos teve alta de 5%.

A apólice é contratada para evitar risco de inadimplência no financiamento por morte, invalidez e desemprego de tomadores de empréstimos em compras a prestações.

“A expansão acontece pela alta de crédito para compras diversas, como carro, televisão, geladeira”, diz Marcio Coriolano, presidente da CNSeg.

O ramo já teve desempenho positivo em 2017 na mesma dimensão, afirma.

Vendas do seguro são tradicionalmente atreladas ao mercado imobiliário, mas, nos últimos anos, é um conjunto amplo de bens que puxam a alta, diz Bruno Kelly, da Escola Nacional de Seguros.

“Todas as grandes redes de linha branca e móveis colocam uma apólice como contrapartida em suas vendas a prazo. Com a queda das taxas básicas de juros, houve um incentivo ao parcelamento.”

Outros ramos com altas foram os de residências (cerca de 10%) e empresarial (5,2%).

Isso se deve à divulgação e melhora da economia, diz Patricia Siequeroli, superintendente de massificados do BB ​Mapfre. “O empresarial é voltado a negócios de pequeno porte, e uma retomada do consumo influencia o desempenho.”

Ramo cresce 21% no primeiro trimestre

Fonte: Coluna Mercado Aberto, Folha de S.Paulo

L.S.
Revista Apólice