A indústria alimentícia é uma das que exige os maiores cuidados em seus processos de produção, armazenagem e transporte. Por isso, tão importante quanto a produção é a capacidade de armazenar o produto e transportá-lo até o consumidor final garantindo a qualidade desde a saída da fábrica até o prato.

Um levantamento da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo apontou que a tendência é que esse mercado aposte em alimentos mais naturais e saudáveis, com pouco ou sem o uso de conservantes e produção própria de ingredientes.

Neste cenário, os fabricantes sempre exigem das empresas terceirizadas uma apólice de seguro garantindo todo o processo de armazenagem e transporte que respaldem o produto depois de ter saído da fábrica. Desta forma, há uma garantia ao fabricante para indenizações por prejuízos oriundos da má qualidade do produto, por erros na armazenagem e até indenizações por prejuízos à imagem da empresa.

Pelas suas características, um armazém frigorificado requer cuidados ligados à higienização, controle rígido de temperatura, fornecimento constante de energia, entre outros. Assim, as coberturas de seguro dessa modalidade devem também abranger essas questões.

No entanto, nem sempre é tão simples contratar uma apólice de seguro nesse segmento, alerta Antoine Maleh, diretor executivo da Tailor Insurance, consultoria de seguros focada em grandes riscos.

“É comum que armazéns frigorificados encontrem dificuldades de aceitação ou colocação do risco em uma seguradora. Isso porque as atividades de armazéns e depósitos nem sempre são atraentes para as companhias, especialmente pelos altíssimos valores em risco, que muitas vezes fogem a capacidade técnica de uma seguradora ou do limite no seu contrato de resseguro”, comenta.

Dependendo do tipo de produto armazenado e tipo de construção, “os valores de prêmios de seguros envolvendo armazéns podem chegar a até 5% da impotência segurada devido ao grande índice de sinistros que essa carteira leva” ressalta Maleh.

M.S.
Revista Apólice

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