Somente no Brasil, doenças relacionadas ao sedentarismo matam 300 mil pessoas por ano, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). O estudo mostra que, no mundo, são aproximadamente 3,2 milhões de mortes anuais em decorrência dessas doenças.

Dados do IBGE 2017 ainda revelam os principais motivos pelos quais os brasileiros não praticam atividades físicas: 51% da população declararam que são sedentárias pela falta de tempo, 20,3%, por problemas saúde ou pela alta idade, além de 13,9% dizerem que não praticam atividades por não gostarem ou não terem vontade.

Orlando Fittipaldi Jr

Para combater o problema, operadoras de saúde buscam alternativas para motivar a prática de atividades. “Apostamos no modelo assistencial da Atenção Integral à Saúde (AIS). Trata-se de um modelo baseado no conceito da Atenção Primária, que visa mudar a cultura da saúde no Brasil por meio da prestação de um cuidado integral e coordenado ao paciente, de forma personalizada, preventiva e constante”, diz Orlando Fittipaldi Jr., diretor de Gestão de Saúde da Unimed do Brasil. Ele ressalta que “com isso, o beneficiário passa a ser acompanhado por um médico especialista em Atenção Primária ou médico da família”.

A Amil também criou programas especializados para o combate à obesidade. “Desde 2015, temos o programa de emagrecimento para adultos, que conta com unidades de atendimento multidisciplinar que oferecem cuidado primário por equipes de médicos de família, enfermeiros e agentes de saúde. Além do produto voltado para o público com até 14 anos. O Modelo de Alimentação Infantil Saudável oferece encontro com nutricionistas pediatras e especialistas em saúde infantil para a prevenção contra problemas futuros”, declara o diretor de Qualidade Médica da Amil, Daniel Coudry.

Daniel Coudry

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é responsável por nortear o caminho das operadoras. A reguladora desenvolveu campanhas para combater a obesidade e motivar a prática de atividades. “Há dez anos, junto com Conselhos e Federações, estamos analisando os fatores que interferem na saúde das pessoas. Trabalhamos em duas escalas principais: desenvolver projetos de combate à obesidade e implementá-los juntos às operadoras e às demais entidades”, salienta Katia Audi, gerente de Monitoramento Assistencial da entidade.

Os principais atributos que caracterizam uma vida sedentária são a falta ou diminuição drástica de atividades físicas ou esportivas. Além disso, a doença está diretamente ligada ao comportamento e ritmo de vida moderna. “Para lidar com isso, a Unimed do Brasil lançou o movimento institucional ‘Mude1Hábito’, uma campanha de conscientização que embasa todas as ações do Sistema Unimed relacionadas à qualidade de vida e bem-estar”, declara Fittipaldi. “O objetivo é demonstrar como é possível e fácil conquistar uma vida mais saudável por meio de pequenas mudanças no cotidiano, como iniciar a prática de atividade física, alimentar-se e dormir melhor, entre outras metas. Além de permear toda a comunicação da Unimed”, empolga-se.

Katia Audi

Os riscos de sedentarismo são maiores quando o indivíduo está acima do peso, o que pode acarretar em perda de massa muscular, dores articulares, doenças crônicas, hipertensão, diabetes, doenças cardíacas, cansaço, postura incorreta, baixa resistência orgânica, além de altos níveis de estresse. 

A gerente da ANS falou que “as operadoras são as principais responsáveis pelo desdobramento das campanhas. Elas têm os principais especialistas e pessoas gabaritadas para implementarem as ações de combate em todas as elas. São elas que trabalham com o cliente final”.

Expectativa de vida

De acordo com dados do IBGE 2016, o brasileiro tem expectativa de vida de 75,8 anos. A pesquisa revelou que homens tendem a viver 72,2 anos, enquanto as mulheres, 79,4. Sobre a influência da idade na prática esportiva, a gerente de Monitoramento Assistencial da ANS, declara que “a Agência busca alternativas para que as operadoras de saúde cadastrem programas com foco na saúde da população. Com projetos direcionados em determinado público, os resultados são mais positivos”.

A OMS definiu algumas recomendações sobre atividades físicas. De acordo com a entidade, crianças e adolescentes devem praticar 60 minutos de atividade física moderada a intensa por dia. Enquanto adultos maiores de 18 anos devem praticar 150 minutos de atividade física moderada por semana.

Maike Silva
Revista Apólice

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