A receita da Mapfre entre janeiro e março deste ano alcançou 7,257 bilhões de euros, 7,6% inferior ao do mesmo período do ano anterior, e os prêmios aproximaram-se a 6,2 bilhões de euros (-7,2%). O trimestre esteve bastante condicionado à ausência de resultados extraordinários, devido à depreciação das principais moedas (dólar norte-americano, real e a lira turca) que, nesse período, perderam entre 13 e 16% de seu valor; e às taxas de juros baixas, o que se traduz em uma queda dos rendimentos financeiros.

Por sua vez, o lucro líquido foi de 187 milhões de euros (-9,3%). Descontando os extraordinários do ano passado (o cancelamento de uma provisão líquida de 27 milhões de euros no canal de “bancassurance” na Espanha), o lucro líquido do Grupo aumentou 4%.

Nesse contexto, é importante destacar os bons resultados da Área Regional Ibéria que, descontando os extraordinários, aumentaram 17,2%; o lucro do negócio de resseguro, que subiu 22,2%, e os da Área Regional Latam Norte, que duplicou seu lucro nesse trimestre. Além disso, a taxa combinada melhorou um ponto porcentual, alcançando 96,5%, destacando-se principalmente a evolução positiva de todos os ramos na Espanha. A taxa de solvência do Grupo é de 200%, em linha com a faixa de objetivos prevista pela empresa.

O patrimônio líquido ficou em 10.326 bilhões de euros, enquanto os fundos próprios alcançaram 8.466 bilhões de euros no fim de março. Os ativos totais atingiram 69.257 bilhões de euros, 2,5% superior ao do encerramento do ano de 2017.

Os investimentos do Grupo superam a barreira de 50 bilhões de euros e, no encerramento do primeiro trimestre, alcançaram 50.616 bilhões de euros. Desses investimentos, 56% correspondem a dívida soberana, enquanto 19% são investimentos em renda fixa corporativa, e 8% em renda variável e fundos de investimento. Cabe destacar também a qualidade desses investimentos, uma vez que 67% deles têm classificação de crédito A ou superior.

Evolução do negócio:

A Unidade de Seguros obteve, entre janeiro e março deste ano, prêmios de 5.219 bilhões (-7,2%).

Os prêmios da Área Regional Ibéria (Espanha e Portugal) atingiram 2.342 bilhões de euros (-1,9%). Na Espanha, onde o setor registrou uma queda de 4,6% devido ao declínio do negócio de Vida em virtude das taxas de juros baixas, os prêmios da Mapfre alcançaram 2,31 bilhões de euros (-1,5%). Destaca-se o negócio de Automóveis (534 milhões, 3,2% superior ao do mesmo trimestre do ano anterior, com mais de 5,6 milhões de veículos segurados), Seguros Gerais (619 milhões, 5,8% superior) e Saúde e Acidentes (558 milhões, 6% superior, com um crescimento do negócio de saúde de 6%, meio ponto percentual superior ao do crescimento do mercado). Além disso, é importante ressaltar a evolução positiva da taxa combinada na Espanha, que melhorou 2,4 pontos, atingindo 91,9%, com destaque para a do negócio de automóveis, que chegou a 90,3% (melhora de 1,7 pontos percentuais).

O negócio da Mapfre Vida, por sua vez, alcançou 553 milhões de euros, 18,2% inferior. No encerramento do primeiro trimestre, o patrimônio dos fundos de investimento alcançou 3.635 bilhões de euros, 7,2% superior, enquanto os fundos de aposentadoria cresceram 4,8%, chegando a 5.047 bilhões de euros.

No Brasil

A Área Regional Brasil encerrou o primeiro trimestre deste ano com um volume de prêmios de 1.013 bilhão de euros (-15,8%). Este declínio foi motivado pela queda do real, que se desvalorizou 16,3% nesse período último ano. Em moeda local, no entanto, os prêmios aumentaram 1%. Por ramos, o de seguros gerais aportou um volume de prêmios de 393 milhões de euros, enquanto os prêmios do negócio de Vida alcançaram 324 milhões, e os de Automóveis aproximaram-se a 300 milhões de euros. Por sua vez, a taxa combinada melhorou, atingindo 98,3%.

Veja o relatório completo no link.

 

Fonte: Mapfre Hosting

M.S.
Revista Apólice

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