24/05/2022

Allianz utiliza blockchain para movimentar dinheiro internamente

A Allianz é mais uma empresa global a aderir ao blockchain. A seguradora começou a utilizar um token interno para fazer a movimentação monetária entre suas afiliadas, assim, a empresa não está mais lidando com taxas e custos para conversões de moedas.

O Allianz token está sendo construído pela startup de blockchain Adjoint, que criou um sistema exclusivo para o projeto, conforme confirmação do especialista em blockchain da Allianz e representante do consórcio B3i, Oliver Volk.

“Sim, estamos pensando em uma espécie de criptomoeda Allianz pela qual o dinheiro que entra será convertido em um token”, disse a CoinDesk e acrescentou que “mas é um animal muito grande e não sabemos que tipo de restrições regulatórias existem”.

Volk ponderou que um token da Allianz seria “muito útil para se livrar das restrições de câmbio e outras coisas que temos que otimizar, especialmente se você conversa com certas moedas que não aceitamos em nossa sede e que precisam ser convertidas”.

O especialista ainda apontou que um grande problema que existe é ter o apoio bancário. Ele ainda complementou que o desenvolvimento de um token próprio termina na economia de muitas comissões e pode ser usado globalmente.

O token digital interno é um projeto da Allianz Corporate & Specialty (ACGS), a parte B2B da seguradora.

Otimização de tempo e dinheiro

De acordo com Alan Cabello, gerente do programa de inovação para a Ásia e Europa Central da Allianz AGCS, a ideia surgiu de um protótipo anterior construído para cativos e retrocessos que representa a prática de uma empresa de seguros fornecer serviços para outras companhias.

“É essencialmente sobre a forma legal de movimentar dinheiro de um lado do mundo para o outro”, comentou Cabello. “Por causa das regulamentações, governança e etc., você precisa movê-lo de uma entidade para a outra e depois para a próxima e isso leva tempo.”

Outra razão pela qual a Allianz pensou no desenvolvimento de um token interno é a constante pergunta dos clientes sobre onde está seu dinheiro, comentou Cabello. “É com o que temos nos debruçado nos últimos meses”, acrescentou.

Fonte: CoinDesk

M.S.
Revista Apólice