“Há muita coisa para se fazer no país. Mesmo em época de eleição, é unanimidade que o Brasil precisa de investimentos em infraestrutura. Temos que aproveitar a retomada de investimentos prevista pelo governo para oferecer soluções completas ao cliente”, pontuou Leonardo Semenovitch, CEO da Travelers Brasil.

Leonardo Semenovitch

Na última terça-feira (20), a seguradora realizou, em São Paulo, o International Summit 2018, que abordou as novas perspectivas de construção de rodovias e melhores práticas de controle de riscos. Clientes, corretores, resseguradores e parceiros da companhia participaram do encontro, que na visão do executivo foi uma oportunidade de reunir a experiência de cada participante para debater sobre um tema que será cada vez mais importante nos próximos anos.

App facilita trabalho das construtoras

Durante o evento, a empresa apresentou o ZoneCheck, um aplicativo que promete facilitar o trabalho das construtoras. A ideia é auxiliar os segurados a identificarem áreas no entorno da obra, que podem ser afetadas por vibrações derivadas de equipamentos pesados.

Na ferramenta, o usuário pode inserir o endereço a ser mapeado e apontar o endereço preciso onde o aplicativo está sendo utilizado, baseado em recursos de geolocalização. Basta que o cliente informe sobre o tipo de solo e de equipamento da obra para que o sistema gere uma imagem aérea do local, delimitando áreas em que as pessoas podem sentir vibrações e zonas onde as edificações podem ser afetadas.

Também é possível documentar as etapas de um programa de controle de riscos, que posteriormente podem ser utilizadas para ajudar a proteger os segurados da responsabilidade de possíveis danos às propriedades vizinhas. Os relatórios podem ser armazenados em PDF e compartilhados.

John Komidar

Já oferecida pela Travelers nos Estados Unidos, a ferramenta chega agora ao Brasil. “O aplicativo embasa as construtoras sobre os potenciais sinistros que as vibrações de uma obra podem causar, gerando economia e eficiência ao fornecer recomendações diligentes de gerenciamento de riscos”, explicou o vice-presidente de Controle de Riscos da companhia, John Komidar.

Segurança e sinistros

Facilmente os equipamentos podem ser subtraídos do local onde a obra está sendo feita. De acordo com Alexandre Odoni, especialista em Controle de Riscos, 90% dos canteiros de obras em vias públicas ficam em locais com alta probabilidade de roubo.

“Ter um vigia 24 horas no canteiro de obras e conversar com os funcionários que ali trabalham são coisas simples e que dão certo, assim como manter comunicação com a polícia local para saber em quais lugares se deve ter mais atenção e traçar uma estratégia para não deixar os equipamentos e as ferramentas soltas nesses locais”, pontuou.

Leonardo Marcelli

Diretor-executivo da Critério Experts, Leonardo Marcelli falou sobre os riscos de engenharia em obras viárias e mostrou oito casos reais de sinistros. “Todos esses projetos trouxeram aprendizado para fazer diferente e conhecer e mitigar os sinistros, e mostraram a importância dos estudos hidrológicos, da qualidade dos materiais e da capacitação da mão de obra em um mercado aquecido”, garantiu ele, que reforçou a questão do atraso das obras versus a qualidade executiva. “Quando você corre, perde qualidade. E se perde qualidade, você está exposto. Quem corre, geralmente faz mal feito”.

L.S.
Revista Apólice

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