O seguro de vida em grupo é uma das modalidades com maior potencial de crescimento, segundo dados divulgados na Carta de Conjuntura do Sincor-SP. No Brasil, as seguradoras desse ramo têm, em média, um crescimento que varia entre 5% e 10% ao ano, com um faturamento que gira em torno de R$ 10 milhões. Além disso, os prêmios pagos no período chegam a um total de R$ 11 bilhões.

Roberto Lopes
Roberto Lopes

No setor, existe uma concentração de renda que se divide entre algumas companhias. Apenas cinco empresas são responsáveis por 50% da receita total da carteira. Apesar dos bons números, a busca pelo seguro de pessoas ainda é pequena. No Brasil, apenas 7% da população possui esse tipo de produto.

De acordo com Roberto Lopes, coordenador da Comissão de Vida e Previdência do Sincor-SP, o que guia a demanda ao seguro coletivo são as condições macroeconômicas. “Os fatores que podem levar a alavancar este produto estão ligados a macroeconomia. O crescimento do PIB, a queda do desemprego, uma maior formalização das atividades, influenciam na procura pelas coberturas”, ponderou.

As reformas e o mercado

O coordenador ainda falou sobre a interferência das reformas trabalhista e previdenciária para o setor. “A reforma trabalhista trouxe um novo cenário para as relações laborais, criando espaço para uma maior flexibilização das contratações. Por outro lado, haverá um risco dos benefícios ficarem em segundo plano ou a cargo de terceiros. Além disso, a atual discussão a cerca da reforma previdenciária tem nos sinalizado que será preciso trabalhar por mais tempo para ter a aposentadoria pelo INSS. Contudo, a maioria das apólices em vigor não contemplam a idade mínima de 65 anos”, terminou.

Acompanhando a projeção de economistas, que preveem uma alta de 2,5% a 3% do PIB para esse ano, profissionais do setor de seguros também estão otimistas com melhores resultados em 2018. O ICSS (Índice de Confiança do Setor de Seguros) marcou 121 pontos no mês de fevereiro. Número que é, apesar da baixa de 6 pontos em relação a janeiro, considerado bom, pois está acima dos 100 pontos.

Maike Silva
Revista Apólice

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