14/08/2022

CCS-SP divulga novas ações para 2018

CCS-SP

No primeiro encontro do ano, realizado em 6 de fevereiro, em São Paulo, o Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) fez um balanço de suas atividades em 2017 e expôs as ações para 2018. De acordo com o secretário Evaldir Barboza de Paula, apesar da crise econômica, a entidade encerrou o ultimo exercício com resultado positivo. Para este ano, algumas iniciativas estão previstas para a implantação de um plano de gestão profissional.

O Clube abriu os trabalhos do ano com a presença do presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, que comentou a sua reeleição por aclamação, juntamente com sua diretoria, para o próximo mandato de quatro anos à frente do sindicato, e apresentou os principais pilares de seu plano de gestão.

Gestão profissional

Uma das primeiras ações da diretoria executiva do CCS-SP neste ano será o recadastramento de associados, que deverá identificar desde o vínculo com pessoa jurídica até o histórico associativo e profissional de cada um.

“Muitos associados estão conosco há muito tempo e isso precisa ser enaltecido”, disse o secretário. Outra medida será a reforma do estatuto do Clube, que contemplará alterações na composição da diretoria. “A mudança no estatuto será deliberada e aprovada em assembleia específica com a participação de associados, após a apreciação das propostas.”

Atualmente, o CCS-SP é gerido por apenas quatro membros, desde que houve o afastamento espontâneo de dois diretores no último ano. De acordo com o secretário, seguindo o modelo de outras entidades do setor, o quadro diretivo do CCS-SP deverá ser ampliado. “Até lá, constituiremos grupos com a participação de associados, como, por exemplo, a comissão para eventos extraordinários”, afirmou.

Metas do Sincor-SP

Reeleito para novo mandado na presidência do Sincor-SP, Alexandre Camillo agradeceu aos corretores o apoio e a confiança. Ex-mentor do Clube dos Corretores, eleito por aclamação em 2012, ele lembrou que seus primeiros passos na política setorial foram dados a partir de sua associação à entidade, há 18 anos. Destacou ainda que nesse curto espaço de tempo pôde alçar a presidência do Sindicato para a qualfoi reeleito por aclamação.

Segundo o dirigente, a eleição com chapa única acrescenta um ineditismo à história recente do Sincor-SP. “Isso nos traz um sentimento de gratidão, mas não o entendimento de que somos unanimidade. Por isso, vamos arregaçar as mangas e trabalhar ainda mais”, declarou. O plano de gestão para o atual mandado, construído com base na experiência dos últimos quatro anos, será focado em quatro pilares.

A administração do Sincor-SP, o primeiro pilar, será realizada com a otimização dos recursos, já considerando a nova realidade de reestruturação financeira pela qual os sindicatos patronais estão passando. Desde que a categoria aderiu ao Supersimples, o sindicato deixou de receber a contribuição sindical pessoa jurídica. Agora, com a modernização das leis trabalhistas, que tornou facultativa a contribuição sindical pessoa física, o Sincor-SP espera contar com a colaboração de seus associados. “Peço que continuem contribuindo porque nosso compromisso é manter a entidade com a mesma magnitude e representatividade da categoria”, disse.

O empreendedorismo, segundo pilar, é exercido também pelo Sincor-SP. Prova disso é a sua atuação consolidada como entidade certificadora digital e a criação da Câmara de Mediação e Conciliação, que, segundo Camillo, tem potencial para ser maior até que o próprio sindicato. “A Câmara promove o ciclo perfeito: valoriza o corretor, valoriza a instituição, trazendo rentabilidade e, especialmente, o consumidor ao promover a resolução de conflitos”, disse.

A atuação política do Sincor-SP junto ao Poder Público é o terceiro pilar do plano de gestão. “Sabemos que todos os movimentos passam pela política: o combate ao associativismo, os desafios tributários, novas reformas, enfim, precisamos estar inseridos na política”, disse. Por fim, o quarto pilar tem como foco transformar o Sincor-SP em um provedor de soluções para o corretor, inclusive como plataforma digital. Para tanto, o sindicato criou o Comitê de Inovação e Tecnologia que visa o empoderamento do corretor como melhor e maior canal de distribuição.

Durante o debate com a participação dos associados, Camillo revelou suas pretensões políticas. Respondendo ao questionamento de um corretor, ele reconheceu que o setor de seguros ainda não tem a representatividade na política nacional proporcional à pujança de um segmento que possui R$ 1 trilhão em reservas. A seu ver, também faltam representantes políticos oriundos do próprio mercado. “Não tenho apadrinhamento e não pretendo me afastar do Sincor-SP, mas se tiver o apoio dos corretores, tenho coragem e vontade para representar a nossa categoria em outras esferas”, disse.

Homenagens

Durante o almoço, o CCS-SP homenageou dois associados que neste ano irão completar 50 anos de carreira. Nilson Arello Barbosa, ex-mentor do CCS-SP, e Harry Leon Sztajer foram cumprimentados pelo mentor Adevaldo Calegari e pelo presidente do Sincor-SP, recebendo os aplausos dos demais associados.

Credicor

O almoço foi encerrado com a participação de Luiz Ioels, presidente da Cooperativa de Crédito Mútuo dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo (Credicor-SP), que trouxe boas novas. Segundo ele, no último ano a cooperativa cresceu 20% em números de cooperados, somando 2.200 corretores. O capital próprio cresceu 44%, atingindo R$ 4 milhões, os depósitos a prazo já somam R$ 17 milhões e o rendimento bruto aumentou 49%. “O corretor que não é cooperado está perdendo dinheiro”, disse.

L.S.
Revista Apólice