transportes

O contrato do seguro de Transporte é feito a partir do Conhecimento de Embarque, um documento emitido pelo transportador que descreve o tipo e a quantidade de mercadorias embarcadas, além de apontar o embarcador, o consignatário, os locais de início e fim de viagem e o valor do frete.

Ele serve também como recibo de entrega da carga ao transportador; evidencia um contrato de transporte entre as partes; e representa um título de propriedade da mercadoria (transferível e negociável). Apesar de importante, muitos transportadores não o emitem por considerarem desnecessário em relação ao tipo de carga que é movimentada.

Esse cenário deverá mudar a partir do dia 2 de outubro deste ano, quando por exigência da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) o MDF-e será digital. O número da averbação deverá ser gerado eletronicamente para ser incluído na emissão de cada Conhecimento de Embarque emitido. Esta nova exigência garantirá a emissão do documento para todas as mercadorias que sejam movimentadas no país.

A expectativa é que a novidade aumente a demanda pelo seguro de cargas, já que o documento é base para a emissão de uma apólice. “Acreditamos que haverá uma maior procura pelo seguro de transporte, mas é difícil fazer uma previsão já que esse segmento depende também de outros fatores, como o aumento do consumo e o crescimento da indústria. Se a economia vai bem, a tendência será de alta”, analisa Ivor Moreno, gerente de Transportes da Argo Seguros.

De acordo com o executivo, a companhia trabalha com a expectativa de crescimento para o próximo ano. “Estamos preparados para atender o aumento da demanda e para ajudar os transportadores que não costumam fazer seguro de transporte. Tanto, que já estamos desenvolvendo um produto digital especialmente para atendê-los”, garantiu Moreno, mas sem dar outros detalhes.

L.S.
Revista Apólice

Deixe uma resposta