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Um relatório publicado pelo Instituto Internacional de Análise (IIA) apresenta a indústria de seguros como aquela com a menor taxa de maturidade em análise de dados. O setor ocupa o último (12º) lugar. Essa análise sugere ainda que os seguradores estão tendo dificuldades em reunir e explorar todos os dados que possuem.

“Nós temos esses dados, mas não sabemos como organizá-los porque temos problemas de integrações e gerenciamento dos dados”, afirmou Samantha Chow, analista sênior do Aite Group à Information Week. “Transportadoras que têm seguros estão contratando analistas e cientistas de dados, mas isso ainda é muito fragmentado. Eles não têm o suporte que precisam para melhorar seus objetivos, produtos, precificações – ou seja, tudo que eles estão tentando fazer”, completou.

Problema geracional

A  atual geração de líderes foi citada pelo relatório, como o maior problema para a indústria de seguros. Com os corretores mais velhos se aposentando e mais transações de seguros sendo feitas online, ela precisa se adaptar às novas tendências ou acabará perdendo a relevância.

Atualmente, essa mesma geração mistura uma série de dados, parceiros externos e sistemas internos, com todos precisando trabalhar em conjunto para criar ofertas competitivas o bastante para seus clientes.

O Grupo Aite recentemente divulgou seu próprio relatório que demonstrou que os seguradores têm dificuldade em utilizar as informações que eles obtêm de suas equipes de vendas. Isso também demonstra que os custos da aquisição de dados estão crescendo porque os seguradores não sabem como fazer prospecções adequadas.

Custos

Para reduzir esses custos, o relatório sugere que seguradores precisam aumentar suas capacidades para efetivamente usar esses dados e analytics.

“Nós temos visto os custos de aquisições cair nos seguros de automóvel, mas, parao restante, é preciso aprender quem é seu público alvo, ter um suporte de dados e ser capaz de aprimorar o produto para um cliente em particular. Não sera fácil”, disse Samantha.

A Information Week, afirmou ainda que os seguradores precisam trabalhar em suas habilidades de trabalhar em cima de gatilhos – aquilo que os clientes dizem que pode indicar seu interesse em um produto específico. Para conseguir as informações que não possuem, seguradores devem se apoiar em terceiros, como agências de crédito e parceiros de análise de social media.

com informações: Insurance Business

A.C.
Revista Apólice

2 COMENTÁRIOS

  1. Uma verdadeira mina de ouro sem exploradores hábeis e competentes!! Um mundo de possibilidades gerenciais no cruzamento de dados, possibilitando novos negócios, novos produtos, concatenar segurados e terceiros em vários ramos, sinistros administrativos e judiciais, novos mapas de gestão, controle e compliance, desenvolvimento de relatórios gerenciais com “causa raiz” a nível macro e micro, por evento, por região, por carteiras, por sazonalidade, precificação adequada, enfim, um universo inesgotável de possibilidades . . E não sabem organizá-los? Realmente, estamos muito mal de lideranças! Criamos um mundo de regras burocráticas e procedimentos engessados, sistemas que não se comunicam, áreas que não se comunicam, egos inflados que dificultam o desenvolvimento e integração de equipes que só fazem estagnar a excelência e foco em ótimos resultados. Visamos “reduzir o custo” mas acaba o “barato saindo muito caro”. Resumindo todo o problema em uma só palavra: Integração.

  2. Excelente observação Marcelo Martins Ramiro, definitivamente você definiu com perfeição o que ocorre, com adendo que foi um comentário de 2017 e que se faz presente até hoje, e pelo que percebo na área securitária está engatinhando ainda nos conceitos de mineração de dados e como dito não por falta de profissionais de dados mas por excesso de egos em cargos de liderança que não admitem saber menos ou nada quando comparados aos cientistas de dados e o orgulho ainda impera, e a ignorância os tornam incapazes de querer entender o que os profissionais de dados e estatísticas oferecem e vivem em um ciclo de súplicas por relatórios tediosos e que quase nunca dizem nada a respeito dos dados apenas demonstram.

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