Cesar Medeiros 1 - Credito Divulgacao Affinion 1Não é de hoje que se tem notícia sobre a insegurança online que paira sobre empresas e consumidores. A América Latina, liderada pelo Brasil, sofre com inúmeros casos de invasões e uso indevido de dados de consumidores, cada vez mais desamparados. Todos temos algum caso individual ou relacionado a alguém próximo que envolve “surpresas” como invasão, clonagem ou manipulação de informações essencialmente pessoais e intransferíveis.

Estamos diante de um cenário em que a segurança digital é uma guarda compartilhada entre consumidores, empresas e provedores. Enquanto os clientes são orientados a adotar as devidas precauções – como ter cuidados ao manusear e descartar documentos com informações estratégicas, não armazenar senhas, pensar duas vezes antes de abrir qualquer link ou baixar um novo aplicativo e até mesmo evitar o pagamento de faturas em computadores públicos ou em redes não seguras –, as empresas se veem na obrigação de reforçar suas táticas e políticas sobre possíveis invasões. Justamente nesse momento, soluções e provedores terceirizados com foco na manutenção e na segurança digital são cada vez mais apropriados.

Fontes seguras relatam que, a cada três segundos, uma identidade é furtada virtualmente. Os índices na América Latina vem crescendo vertiginosamente e, nos últimos anos, notou-se um incremento de até 30% nas infrações digitais. Em 2015, bancos nacionais perderam quase R$ 2 bilhões por causa de delitos dessa natureza, segundo a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). Uma pesquisa da ACI Worldwide, publicada em 2016, destaca que 49% dos brasileiros sofreram algum tipo de fraude relacionada ao cartão de crédito nos últimos cinco anos.

Por mais que se fale de uma questão latino-americana, esse quadro também é vivenciado do outro lado do Atlântico, no continente antigo. De acordo com o relatório da Symantec’s 2015, intitulado “The State of Privacy”, 57% dos europeus relatam estarem preocupados, pois seus dados pessoais não estão seguros, enquanto 59% afirmam que já enfrentaram algum tipo de problema de proteção nesse mesmo âmbito.

Dito isso, é crucial a adoção de medidas preventivas – isto é, o monitoramento de todas as atividades na plataforma online, que é complementar a um comportamento mais precavido por parte dos consumidores  em detrimento das paliativas. Remediar nos dias atuais pode trazer inúmeros transtornos, como perda de tempo, comprometimento de negócios, baixa efetividade, sem mencionar a dor de cabeça. Antecipar o risco de fraude ainda é a maneira mais eficaz de evitar quaisquer desapontamentos.

A crescente difusão das transações online, sejam elas compras no e-commerce ou pagamento de faturas por meio de aplicativos de bancos, trouxeram comodidade e efetividade nas relações de consumo. Junto com um novo rol de serviços ofertados, vem uma gama a mais de responsabilidade: empresas não podem se esquecer que prestar serviços é também suprir seu público-alvo com informações. Uma nova oferta requer a preparação dos clientes, até então habituados ao universo off-line. As companhias que adotam medidas de prevenção e monitoramento não apenas fornecem segurança a seu nicho de consumidores, como melhoram diversos atributos – leia-se reputação de marca e engajamento.

Estima-se que, até 2020, o mercado de segurança cibernética global pode ser avaliado em algo em torno dos R$ 170 bilhões, com forte chance de termos os segmentos de cloud e móvel na dianteira desse avanço. Para que esse incremento seja acompanhado de confiança e boas práticas, é preciso que empresas e consumidores atuem em concordância, reduzindo assim a margem de atuação de infratores virtuais. Segundo o estudo “Visão dos Consumidores Latino-Americanos sobre a Fraude Eletrônica 2015”, da Easy Solutions, 42% dos entrevistados fazem mea culpa e acham que são responsáveis quando algo dessa natureza ocorre, enquanto 37% creditam essa responsabilidade aos donos de sites e bancos. A plataforma online precisa continuar investindo em segurança para que a expansão em números seja acompanhada de credibilidade. As empresas que entenderem esse cenário e agirem nessa direção, provendo um terreno sem surpresas ruins, certamente terão destaque em seus segmentos.

 

*Artigo de Cesar Medeiros, Country Head de Unidade de Negócios Engagement Solutions da Affinion no Brasil

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