A Agência Nacional de Saúde Suplementar, em parceria com operadoras de odonto, desenvolveu o Programa Sorrir, para melhorar alguns pontos dos planos, como aplicação de protocolos para melhorar a qualidade do atendimento aos beneficiários e a remuneração dos prestadores de serviços participantes.

O projeto, que terá nove meses de duração, é realizado em parceria com operadoras de planos odontológicos, prestadores de serviços e representantes da área acadêmica. A iniciativa propõe aperfeiçoar o atendimento aos beneficiários de planos odontológicos, valorizar as boas práticas dos prestadores de serviço e tornar mais eficiente a gestão das operadoras odontológicas, por meio de um novo modelo baseado em odontologia de qualidade com evidência científica

De acordo com Rosane Menezes Faria, dentista da Caixa Seguradora Odonto e profissional responsável pela apresentação dos resultados obtidos pela operadora nesses primeiros meses de implementação, o modelo teve como destaque o reajuste progressivo conforme o desempenho do prestador e a elaboração de um manual com as orientações sobre o projeto. “O incentivo fez com que obtivéssemos diminuição na maioria dos procedimentos acordados com os prestadores, colaborando para mudanças no paradigma com relação a atuação do dentista no universo odontológico”, afirma.

Radiologia e cirurgias foram as áreas abarcadas. Em ambos os campos, 100% dos procedimentos seguiram os protocolos, que são validados por acadêmicos parceiros, propostos pela companhia. “Em se tratando especificamente da radiologia, tanto no resultado da adesão quanto comparado com a base total de dentistas, houve uma redução média de 25%. É um resultado extremamente representativo para nós”, pontua Rosane.

A especialista ainda destaca que o projeto trará diversos benefícios para o setor de planos odontológicos como um todo. “Essa união entre os agentes do segmento é uma iniciativa fundamental para melhorar a qualidade dos tratamentos, trazer uma maior eficiência nos processos e custos e, consequentemente, garantir melhores rendimentos para os profissionais. Ganham as operadoras, os prestadores e, sobretudo, os pacientes”.

K.L.
Revista Apólice

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