acidentes

Corretoras de seguros adaptaram planos para atender a um maior número de segurados que têm interesse em proteger embarcações na Grande João Pessoa (PB). Os proprietários de aeronaves também demonstram maior interesse em proteger seus equipamentos, orçados em algumas dezenas de milhares de reais.

O interesse crescente dos donos de lanchas, iates e aeronaves não é para menos. Há uma grande lista de acidentes, inclusive fatais, com embarcações na Grande João Pessoa nos últimos anos.

A mais marcante completou 40 anos em 2015: a tragédia da Lagoa do Parque Solon de Lucena, no centro da capital paraibana. O último registro noticiado pela imprensa, entretanto, ocorreu em 28 de janeiro deste ano, quando uma lancha de pequeno porte afundou na praia de Camboinha pela ação dos ventos, da chuva e da maré.

“Embarcações e aeronaves são bens de alto valor e a contratação do seguro estabelece uma proteção financeira durante um ano, a um custo muito baixo na comparação com um eventual dano ou perda de uma vida humana. Navegar e voar são atividades de extremo risco para quem as pratica e para os demais cidadãos”, alerta Luiz Carlos Gama Pinto, diretor de consórcios e seguros da corretora Bancorbrás.

A companhia expandiu seus negócios na Paraíba e mapeou este nicho específico de seguros na região. “Além de contratações individuais, é possível firmar convênios com marinas para baratear ainda mais o custo do seguro. É o que estamos fazendo em Palmas (TO) e em São Paulo (SP). As coberturas são variáveis, mas é possível pagar um valor único para cobrir os custos das ocorrências e respectivos prejuízos. Os valores variam de 1% a 2% do valor da embarcação” afirma.

No caso de aeronaves, a corretora oferece planos de R.E.T.A., um seguro obrigatório para este segmento (Seguro de Responsabilidade do Explorador e transportador Aeronáutico): válido para aviação em geral (jatos, turbo-hélices, helicópteros e aeronaves de motores a pistão). Além disso, os planos podem cobrir cascos e cobertura de responsabilidade civil de danos a terceiros. Em 31 de março deste ano, um casal faleceu em queda de um bimotor na cidade de Sorocaba (SP). A aeronave caiu perto de residências, mas não atingiu ninguém.

“Este caso recente é lamentável, mas ilustra como o proprietário de uma aeronave tem que se preocupar em proteger seu patrimônio e assegurar uma proteção financeira a terceiros”, completa Luiz.

L.S.
Revista Apólice

Deixe uma resposta