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O Lloyd’s, mercado mundial especializado em seguros e resseguros, anunciou um lucro de US$ 2,6 bi em 2016. As condições ao longo do ano foram desafiadoras, com pressão contínua para redução de preços, enquanto capitais tradicionais e alternativos permaneceram sendo atraídos para a indústria de seguros e resseguros.

O nível de sinistros do Lloyd’s, de US$ 2,8 bi, foi o quinto maior do século e encontra-se acima da média de longo prazo – o que foi decorrente principalmente do Furacão Matthew nos Estados Unidos e dos incêndios de Fort McMurray no Canadá.

O resultado de subscrição mais baixo foi compensado por retornos sobre os investimentos significativamente melhores, impulsionados pela mudança da queda de títulos de crédito e ganhos cambiais, causados principalmente pela depreciação da Libra esterlina.

Além disso, os sindicatos que subscrevem seguro direto e resseguro de automóveis e responsabilidade civil no Reino Unido foram impactados pelo anúncio de mudança da taxa de desconto para 0,75% negativo (as tabelas de Ogden) aplicando sobre o montante fixo dos sinistros de responsabilidade civil.

Progresso nos principais mercados globais

O Lloyd’s assegurou sua posição como principal fornecedor de seguros para o mercado de “E&S” nos Estados Unidos. Possui agora mais da metade de seus agentes gestores presentes nas plataformas de Xangai e Pequim e recebeu aprovação final para a abertura de um escritório local de resseguros em Mumbai.

Foi também confirmado que, seguindo a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia, o escritório de uma subsidiária da companhia será aberto em Bruxelas, com a previsão de início das operações já para a temporada de renovações de 1º de Janeiro de 2019.

A presidente mundial do Lloyd’s, Inga Beale, diz que os números destacam a necessidade da corporação, órgão que supervisiona o mercado do Lloyd’s, entregar uma positiva relação de custo-benefício em nome do mercado, para que a corporação possa se concentrar na supervisão de subscrição e reduzir sua base de custos.

“Este foi um ano desafiador para o setor de seguros, com prêmios mais uma vez em contínua pressão descendente. É vital que a corporação faça tudo o que estiver ao seu alcance para apoiar o mercado e tornar a plataforma atraente, demonstrando, ao mesmo tempo, uma boa relação custo/benefício”, afirma a executiva.

“Os resultados confirmam que devemos ter um foco implacável em disciplina de subscrição em 2017. O desafio para todos nós é reduzir o custo de condução de negócios, porque isso está tendo impacto em margens de subscrição já estreitas”, declara o Chairman, John Nelson. “Acredito que, apesar das incertezas enfrentadas por todos os negócios globais atualmente, o Lloyd’s encontra-se em uma posição extremamente forte. A aprovação da nossa solicitação para operar localmente em Mumbai significa que agora temos presença física em todas as economias relevantes e em rápido desenvolvimento. Acredito fortemente que, ao desenvolver o acesso ao mercado global, seremos capazes de nos beneficiar das oportunidades disponíveis ao mercado especializado em seguros e resseguros nos próximos anos”, conclui o executivo.

Resumo dos resultados

Lucro (antes de impostos)
2016 – USD 2.6bi (£2.1bn) £2.1bi
2015 – £2.1bi

Prêmios subscritos brutos
2016 – USD 40.3bi (£29.9bn)
2015 – £26.7bi

Índice combinado
2016 – 97.9%
2015 – 90.0%

Resultado de subscrição
2016 – USD 0.6bi (£0.5bn)
2015 – £2.0bi

Retorno sobre o investimento
2016 – USD 1.8bi (£1.3bn) (2.4%)
2015 – £0.4bn (0.7%)

Retorno sobre o capital
2016 – 8.1%
2015 – 9.1%

Acesse aqui o relatório completo.

L.S.
Revista Apólice

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