Chape

Representante de vítimas do voo da Chapecoense, o advogado João Tancredo recebeu, no dia 27 de fevereiro, uma notícia triste. A seguradora boliviana Bisa, responsável pelo pagamento do seguro às vítimas, não arcará com o que deve porque o acidente ocorreu por “falta de gasolina”.

A apólice contratada pela empresa boliviana tem duas cláusulas chamadas de exclusão, que eximem pagamento da cobertura em caso de negligência ou omissão do operador – neste caso, do piloto Miguel Quiroga.

A provável influência da falta de combustível havia sido reforçada por autoridades do setor aéreo da Colômbia em dezembro, que afirmavam que o tanque do avião estava vazio no momento do impacto no chão. À época, eles declararam que a classificação se daria porque, a partir dos primeiros indícios, Quiroga teria corrido riscos ao decidir não fazer escala para reabastecer ou por ter comunicado tardiamente a gravidade da situação à torre de controle.

O acidente

O avião que transportava o time da Chapecoense caiu na madrugada de 29 de novembro do ano passado na Colômbia. Das 81 pessoas a bordo (9 tripulantes e 72 passageiros entre jogadores, equipe técnica e jornalistas), 76 morreram.

A Chapecoense disputaria a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional de Medellín na cidade colombiana Medellín, para onde viajava. A equipe embarcaria ontem em um voo fretado pela LaMia, da Bolívia, que partiria do aeroporto de Guarulhos (SP), mas a rota foi alterada após a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vetar o fretamento. Assim, o time foi até Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, com um voo de carreira da companhia boliviana BoA, e pegou o avião fretado que sairia de Guarulhos.

Fonte: O Globo e Folha de S.Paulo

L.S.
Revista Apólice

9 COMENTÁRIOS

  1. Em Todos os casos temos que agir com cautela e sempre utilizar o bom senso, A seguradora em questão precisa utilizar esse método e pagar logo isso ao invés de ficar aumentando a dor de todos os parentes e sobreviventes.

    • Você está errado amigo, a seguradora não tem nenhuma responsabilidade com o acidente e as vítimas. Profissionalmente falando, a seguradora cobriria oque está em contrato. A obrigação de dar às famílias das vítimas um apoio inicial e em seguida a indenização cabe á empresa aérea. A seguradora não tem responsabilidade sobre a irresponsabilidade do piloto/dono da empresa… 😎👍

  2. O Seguro dos passageiros deve ser pago pela seguradora. O seguro da aeronave deve ser negado por falha operacional da tripulação.
    Os passageiros não tem nada com os erros da tripulação. Portanto irão receber o seguro dos passageiros que é pra protege-los dos danos pessoais.

  3. Sendo muito franco inclusive por se tratar de uma tragédia, a seguradora Brisa, está sendo no mínimo omissa, porque no ato da contratação da prestação do serviço, não foi apresentado uma cópia da apólice, ou da proposta e não havia um representante legal para explicar as coberturas e as exclusões, um protocolo importante que deve ser praticado por todas as seguradoras ou seus representantes direto, e fico muito à vontade em dizer que o próprio corretor de seguros deveria sugerir a leitura dos riscos contratados aos contratantes dessa prestação de serviço, que envolve diretamente o translado de pessoas, de vidas. Pensando em um comprometimento, a respeito dessa tragédia, seria no mínimo, indenizar as famílias vítimas dessa irresponsabilidade coletiva, e o próprio governo boliviano deveria intervir para não manchar a imagem dessa nação, que como a nossa tem responsabilidade com o mundo, e deveria cobra uma postura responsável. Estamos falando de vidas humanas, que deixaram seus familiares para representar seus País e um torneio internacional, que já era uma repercussão e uma comoção nacional para ambos os Países. E como houve uma continuidade de serviços prestados nesse tipo de transporte, a condição de consciência por afetividade, fez com que todos até esse momento trágico, contratassem esse tipo de serviço. Agora eu me pergunto e lanço a pergunta a todos com um mínimo de bons senso. Se o meu carro parar em uma via por falta de combustível, e diante desse fato, provocar um acidente, meus familiares não irão receber o seguro de vida?

  4. A Cia. Seguradora Bisa da Bolívia está confundindo seguro de Responsabilidade Civil Geral cobrindo danos materiais, Corporais e Morais com o seguro da Aeronave; Ela pode até negar a cobertura pela perda da Aeronave por pane seca; Contudo os passageiros que morreram em decorrência do acidente deverão serem ressarcidos de seguro de RCG da Aeronave; Caso ela insista na negativa o caminho judicial deverá ser seguido com profissionais especializados neste tipo de acidente.

  5. Infelizmente os comentários acima guardam uma porção de sentimentos, de desejo de ajudar, etc.
    Sou coordenador de Sinistros em uma Seguradora e quero esclarecer algumas coisas.
    1- o seguro destina-se a cobrir acidentes subtos e imprevistos, que não é o caso. O acidente era previsível já que a aeronave estava sem combustível.
    2- O seguro não para acidentes em que exista agravamento do risco. Ou seja, quando existe uma ação que aumenta, agrava o risco de acidentes. Exatamente o que aconteceu.
    3- A seguradora limita-se as regras do contrato. Embora exista terceiros, se o piloto tivesse seguido as normas de segurança o acidente não ocorreria. Logo a responsabilidade é única e exclusiva da empresa e não dá Seguradora.
    Obrigar a seguradora a indenizar as vítimas é como uma pessoa que tem seguro de carro, fica bêbado, atropela e mata uma pessoa e a seguradora pagar indenização a família do falecido.
    Seguro não cobre imprudência, negligência.

    Se fosse assim não haveria seguro.

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