crescimento

A política fiscal assumirá mundialmente o lugar da política monetária em 2017 para combater o cenário de baixo crescimento econômico global. A conclusão está presente no “Panorama Econômico e Setorial 2017” elaborado pela área de Serviços e Estudos da Mapfre, o primeiro desenvolvido pela nova unidade de análise da companhia. O material visa oferecer sua contribuição em debates públicos sobre macroeconomia e finanças, seguros e previsão social e regulação.

O estudo aponta que haverá efeitos assimétricos para essa política fiscal expansiva de juros, já que nem todos os países estarão em condições de implementá-la e nem se considerariam beneficiados. “A aceleração do crescimento econômico nos Estados Unidos estará ligada ao aumento das trajetórias das taxas de juros e ao enrijecimento da política monetária, o que poderia afetar o desempenho das economias emergentes”, diz o diretor geral do Serviço de Estudos, Manuel Aguilera.

Em relação à evolução econômica global, o biênio 2017-2018 oferece uma perspectiva de aceleração do crescimento, que continuará sendo moderado, divergente e frágil.

Mapfre 1

Brasil

Em relação à economia nacional, o relatório aponta que em 2017 o desempenho econômico tem baixas perspectivas de recuperação em curto prazo, e que a inflação se manterá elevada. O País pode sair da recessão apoiado na demanda doméstica, o que poderá levar o crescimento a atingir até 2,4% em 2018. Os juros ficariam em torno de 9% nessa data e a recessão faria com que o déficit em conta corrente se reduzisse muito durante esses dois anos o que, juntamente com reservas atuais, proporcionaria uma margem ampla ao Banco Central para suportar de melhor maneira o efeito dos choques externos.

O Banco Central também deverá baixar os juros de maneira mais agressiva em 2017 para estimular a economia. De acordo com o levantamento, a recuperação dependerá da credibilidade do Banco Central e do governo. O material conclui que o trabalho-chave consistirá em conter a deterioração do prêmio de risco e da depreciação do Real brasileiro.

Riscos globais

O relatório identifica riscos globais que podem levar a um recorte mais específico das previsões macroeconômicas. Parte desses riscos está relacionada com tendências protecionistas e a reversão da globalização nas redes de produção e de valor da nova administração norte-americana, com os problemas soberano-financeiros da Europa, a debilidade estrutural dos mercados emergentes e os pontos fracos dos setores de habitacional e financeiro na China.

Setor de seguros

No caso do setor de seguros global, o período de 2017 a 2018 prevê uma aceleração do negócio nos mercados desenvolvidos e também nos emergentes. Este último bloco é o que deverá estar à frente da trajetória de crescimento na medida em que, nesses países, a brecha de proteção dos seguros continua sendo grande, e as necessidades de convergência resultarão em crescimentos maiores.

Finalmente, é importante salientar que a previsão de desempenho do negócio de Não Vida não seja tão vigorosa (embora permaneça positiva) quanto o desempenho total do setor ao longo dos próximos dois anos. Isto sugere que boa parte do impulso de crescimento dos prêmios em nível global estará intimamente relacionada com o negócio de seguro de Vida com base no crescimento previsível das taxas de juros de longo prazo globalmente em 2017 e 2018, principalmente entre os países desenvolvidos.

“O levantamento mostra que a companhia está atenta ao comportamento do cenário econômico mundial, além de observar os possíveis impactos em sua principal fonte de negócio”, diz o CEO da Mapfre Brasil, Wilson Toneto.

L.S.
Revista Apólice

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