10/08/2022

Interrupção dos negócios: a preocupação número um

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A interrupção dos negócios é o risco global número um pelo quinto ano seguido, mas as conseqüências do Brexit e a eleição de Donald Trump nos EUA também figuram na lista dos maiores temores das companhias do mercado para 2017, de acordo com um relatório lançado pela Allianz.

Quase 37% dos entrevistados classificaram a interrupção dos negócios como sua grande preocupação, exatamente como foi no relatório de 2016. Esse ano, a pesquisa foi feita com base em 1.237 especialistas em riscos de 55 países.

A interrupção de negócios continua no topo da lista porque há um constante influxo de novos gatilhos por trás do risco, de acordo com Volker Muench, líder de práticas globais de subscrição do grupo Allianz Global.

Os gatilhos “podem variar de incidentes cibernéticos à necessidade de mudança por conta de novos cenários políticos”, afirma Muench.  “Esperamos que exista mais gatilhos que não causem danos [de interrupção]. É importante que o nosso segurado entenda quais são as ameaças em evolução que ele têm que enfrentar”, completou.

Esse ano, os incidentes cibernéticos continuaram a figurar na lista. Os riscos nessa categoria incluem a preocupação com crimes cibernéticos, falhas de TI e violação de dados. Catástrofes naturais também estão presentes como um risco individual aos negócios, com os entrevistados mostrando atenção com o tempo, como tempestades, enchentes e terremotos.

O desenvolvimento de mercado está, novamente, em segundo lugar nos riscos globais. Aproximadamente 31% dos executivos disseram que a estagnação do mercado, volatilidade e competição intensa são os maiores riscos dessa medalha de prata.

A cautela sobre mudanças legislativas e regulatórias também permanece alta. Esse tópico se relaciona com as catástrofes naturais como o quarto maior risco global (24%) e abrange uma ampla gama de preocupações sobre questões como mudanças governamentais, sanções econômicas, protecionismo e regulação.

Novas tecnologias são o 10° maior risco global, envolvendo questões como os drones, impressoras 3D, inteligência artificial, nanotecnologia etc.

Eventos recentes também fizeram emergir os riscos corporativos. A Allianz afirma que a saída do Reino Unido da União européia – Brexit – e a possível desintegração desse bloco econômico, fez com que essas questões ocupassem o 16° lugar nesse ranking em 2017. Os entrevistados também apontaram a eleição de Donald Trump como um ponto preocupante, que resultam em incertezas sobre questões econômicas e política externa.

Ressaltando o fato de que muitos riscos podem surgir de repente, o relatório da Allianz mostra que tanto o Brexit quanto Trump eram questões e resultados inesperados 12 meses antes da pesquisa.

Veja o ranking das 10 maiores preocupações:

  1. Interrupção dos negócios – incluindo a interrupção da cadeia de abastecimento e vulnerabilidade ( 37%);
  2. Desenvolvimento de mercados – volatilidade, intensificação da competição/novos players, estagnação de mercado, flutuação de mercado (31%);
  3. Incidentes cibernéticos – cyber crimes, falhas de TI, violação de dados, entre outros (30%);
  4. Catástrofes naturais – tempestades, enchentes e terremotos (24%);
  5. Mudanças na legislação e regulação – mudanças de governo, sanções econômicas, protecionismo etc (24%)
  6. Desenvolvimento macroeconômico – programas de austeridade, aumento do preço de commodity, deflação, inflação (22%);
  7. Incêndio e explosões – (16%);
  8. Riscos políticos e violência – guerras, terrorismo etc (14%);
  9. Danos à reputação da marca – (13%);
  10. Novas tecnologias – impacto do aumento da interconectividade, nanotecnologia, inteligência artificial, impressão 3D, drones etc (12%).

 

A.C.
Revista Apólice