A Brasilprev, uma das maiores instituições de previdência privada aberta do Brasil e especialista nesse setor, apresenta seus resultados financeiros do exercício de 2015.  Entre janeiro e dezembro, o lucro líquido atingiu a marca de R$ 1,2 bilhão, valor 17,0% maior que o registrado no balanço de 2014. Já o resultado ajustado (1), que exclui efeitos considerados extraordinários, foi de R$ 885,1 milhões, um crescimento de 21,8% sobre o resultado ajustado do ano anterior (R$ 726,5 milhões). Já os ativos totais sob gestão da empresa alcançaram R$ 149,7 bilhões, 32,1% a mais que o registrado no período anterior, resultando em 27,9% de participação de mercado. O grande destaque fica por conta da conquista da liderança em ativos sob gestão nos produtos PGBL e VGBL em 2015. Neste indicador, a companhia fechou o ano com 28,7% de market share, somando R$ 138,8 bilhões, uma evolução de 34,6% comparado a 2014.

Na análise dos números de arrecadação do mercado vivo – ou seja, o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) e o Plano Gerador de Benefício (PGBL) –, verifica-se que os primeiros continuam sendo os que mais impulsionam os resultados. Enquanto os planos da modalidade PGBL somaram R$ 2,5 bilhões e registraram alta de 3,1%, os VGBL cresceram 20,7%, totalizando R$ 34,1 bilhões. Os planos tradicionais – não mais comercializados – captaram R$ 0,5 bilhão, uma variação positiva de 1,2%. Em conjunto, esses resultados constituem a arrecadação total da companhia, que atingiu R$ 37,2 bilhões no período, um incremento de 19,0%, mantendo a liderança neste indicador com 37,7% de participação de mercado (mais detalhes no quadro abaixo).

“Os resultados demonstram o crescimento sustentável da Brasilprev, que investe na oferta de produtos flexíveis e acessíveis, na consultoria adequada no momento da venda, por meio das agências do Banco do Brasil, e no trabalho de pós-venda oferecendo o suporte e os serviços adequados para a viabilização de projetos de vida. Estas iniciativas refletem diretamente na fidelização do cliente e na liderança em captação líquida do setor, que a Brasilprev detém desde 2008, atualmente com 48,8% de participação”, comenta o diretor de Planejamento e Controle da companhia, Nelson Katz.

O executivo complementa: “Este foi mais um período de evolução para o mercado brasileiro de previdência privada, tanto na aprovação de temas que trarão oportunidades à indústria, como no seu desempenho. O grande desafio do setor, quando unimos movimentos como o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, está em despertar no brasileiro a necessidade de acumular recursos de longo prazo. E, para este objetivo, a previdência se mostra uma solução atrativa. Neste contexto, a Brasilprev continuará investindo nos trabalhos de formação de cultura previdenciária, uma das prioridades da estratégia de sustentabilidade da companhia”.

  Brasilprev Dez/2014 Dez/2015 % Crescimento (2)
Lucro líquido R$ 987,3 milhões R$ 1,2 bilhão 17,0%
Lucro Líquido Ajustado (1) R$ 726,5 milhões R$ 885,1 milhões 21,8%
Ativos sob gestão R$ 113,3 bilhões R$ 149,7 bilhões 32,1%
Reservas Técnicas R$ 111,9 bilhões R$ 148,2 bilhões 32,5%
Captação Líquida PGBL e VGBL(3) R$ 20,5 bilhões R$ 22,7 bilhões 10,4%
Arrecadação Total R$ 31,2 bilhões R$ 37,2 bilhões 19,0%
Arrecadação por produto      
Tradicional R$ 0,5 bilhão R$ 0,5 bilhão 1,2 %
PGBL R$ 2,5 bilhões R$ 2,5 bilhões 3,1%
VGBL R$ 28,2 bilhões R$ 34,1 bilhões 20,7%

 

(1) Lucro Líquido ajustado pela reversão da Provisão Complementar de Cobertura (PCC), no valor de R$ 514 milhões, realizada no mês de Junho/15, devido à decisão da companhia em utilizar a prerrogativa prevista no parágrafo 2º e no parágrafo 3º do artigo 52º da Circular SUSEP nº 517 de 2015 que dispõe sobre a possibilidade de compensação de eventuais déficits detectados na realização do Teste de Adequação do Passivo (TAP) com ganhos não realizados provenientes de ativos classificados como “Mantidos até o Vencimento” e utilizados na cobertura dos mesmos passivos utilizados no TAP. O efeito no resultado líquido da referida reversão foi de cerca de R$ 295 milhões e se refere a uma adaptação às novas regras de solvência, não devendo se repetir nas próximas demonstrações financeiras.

(2) Cálculo do crescimento realizado com base nos resultados integrais, ou seja, considerando todas as casas decimais e não os valores arredondados da tabela.

(3) Dados Quantum Axis (Dezembro/2015).

 

K.L.
Revista Apólice

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