19º Congresso Fenacor – Ser longevo implica também em ter que se preocupar com mais afinco nas questões que envolvem a aposentadoria. Longevidade é o anseio de todas as pessoas, mas será que elas pensam no quanto estão preparadas para lidar com uma vida longa e fazer com que seja saudável? Os jovens brasileiros são pautados pela manutenção ou aprimoramento de seus hábitos de consumo, de seu padrão de vida, depois disso vem a quitação de dívidas. Ou seja, a preocupação com o futuro começa apenas para pessoas em torno dos 50 anos. Enquanto isso, os aposentados gastam com saúde em cinco anos a mesma coisa que gastara a vida toda.

Essas informações foram trazidas por Lucio Flávio Condurú de Oliveira, diretor presidente da Bradesco Vida e Previdência. Que destacou em sua apresentação a necessidade que o País tem de trazer produtos inovadores para o portfólio, como o Universal Life, essencial para uma população que está envelhecendo. “Quando falamos de vida, saúde e previdência nós estamos falando de produtos de longo prazo. Precisamos construir uma proposta de sustentabilidade”, incentivou o executivo.

Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros, endossou a visão de Oliveira e afirma que o papel de cada um começa de casa e pensar nas pessoas deve ser o foco da companhia, porque isso ilustrará o bem que o mercado pode fazer à sociedade. “Essa é a venda de um produto que não é consumista, mas uma segurança” ressaltou. Lembrando que a penetração do seguro de vida e previdência é bastante baixa, 90% das famílias estão desprotegidas e um dos fatores determinantes para isso é que essas carteiras as fazem pensar em coisas ruins que esses sinistros podem trazer, esses são pensamentos que o ser humano, naturalmente, evita. Mas Snel acredita que o papel do setor que se ocupa dessas carteiras é mostrar a importância de obter uma proteção que pode solucionar problemas tão graves.

O que o Estado brasileiro é capaz de oferecer hoje, não sanará as necessidades de quem envelhecerá em breve. A previdência social já assa por problemas para enfrentar a demanda de um País que envelhece, mas não poderá dar conta das necessidades de seus idosos.  “Nós precisamos chegar a essa população que acredita que estará amparada na velhice, precisamos levar a consciência de necessidade de se proteger a partir de agora”, afirmou Ricardo Iglesias Teixeira, diretor presidente da Centauro-ON. Para ele, o corretor de seguros é quem pode desenvolver esse papel, mas para isso o profissional precisará estar focado e preparado, inclusive psicologicamente, para estar perto de seus clientes.

Mas Rogério Abreu de Araújo, sócio diretor da TGL Consultoria, lembra que é importante saber que o corretor não está passando por uma falsa sensação de segurança, quando na verdade possui um seguro deficitário por pura falta de conhecimento. “É preciso passar para ele o que é o seguro de vida tem importância ara os filhos, a família, que eles vão querer vê-los bem mesmo que não estejam presentes”, afirmou.

Josusmar de Sousa, coordenador da comissão técnica de Vida, Previdência e Capitalização do Sincor-SP, é categórico: “não ter seguro de vida é negligenciar a própria família. O corretor é capaz de mudar o futuro de uma família, a magia da profissão é essa”.

Assim como dito por Alaor Silva Júnior, presidente do Pasi, o corretor precisa assumir sua função social e prestar atenção, também, nas classes menos favorecidas. “O mercado é muito promissor. Quando vc consegue sensibilizar a classe trabalhadora e empresarial, os corretores ficam com um campo imenso para fazer algo acontecer”, acredita. Junior acredita também que as entidades do mercado, como Fenacor e CNseg, devem investir no rejuvenescimento do mercado, que serão capazes de acompanhar as mudanças tecnológicas.

“O corretor precisa crescer com a onda do mercado. Se não, daqui 6 anos, os números vão ser outros e alguém terá tomado a atitude de começar que nós não tomamos”, finaliza Araújo.

Amanda Cruz
Revista Apólice

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