24/05/2022

Telemetria: cada vez mais usada por empresas brasileiras

De acordo com a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), o Brasil tem 1,7 milhão de quilômetros de rodovias, sendo que 12,4% estão pavimentados. Em consequência das deficiências das estradas do país, há alto consumo de combustível, desgaste acelerado da frota de veículos e maior índice de acidentes.

Dessa forma, as transportadoras e embarcadoras buscam soluções eficazes para minimizar essas questões por meio de equipamentos que usam telemetria para identificar trechos perigosos e planos de gerenciamento de riscos, que juntos conseguem reduzir o número de sinistros.
Os maiores causadores dos acidentes são a imprudência e o cansaço na direção. Por isso, monitorar estes dois pontos e alinhar as metas da empresa com eles é fundamental na prevenção”, diz o diretor da Mix Telematics, Luiz Munhoz.

Segundo o executivo, o custo dos acidentes, que já é alto, vai continuar crescendo. “O custo médio de um acidente no Brasil é avaliado em R$ 58 mil e os maiores fatores que impactam nesse valor são danos ambientais; indisponibilidade da frota; não atendimento aos clientes; ressarcimento a terceiros acidentados e perda de capacidade produtiva e absenteísmo”, completa Munhoz.

Empresas que usam

Uma empresa de transportes gerais aderiu a uma solução flexível que fornece, em tempo real, um conjunto de dados para os gestores de frota. O objetivo é reduzir custos com combustível, a partir de uma gestão eficiente, que também traz outros benefícios, como melhorar a segurança do motorista, dar maior motivação à equipe, saber onde os veículos estiveram ou estão e verificar a entrada em áreas não autorizadas.

Outras duas companhias, também do ramo de transportes, buscaram solução para controlar a jornada de trabalho dos motoristas. Elas, que atuam em diversas áreas e precisam de um controle rígido sobre horas trabalhadas, com base na legislação da Jornada de Trabalho vigente, passaram a ter uma visão mais ampla sobre o que acontece dentro e fora da empresa. Isso quer dizer que é possível controlar a hora em que o motorista começa a trabalhar, paradas, forma de direção, entre outros aspectos importantes, por meio de relatórios detalhados e consistentes.

Um Grupo que utiliza equipamentos especiais, carretas, pranchas, transportadores de rodas, guindastes veiculares, guindastes, gruas, plataformas e manipuladores, optou por otimizar o controle de apontamentos de serviço e monitorar o uso das máquinas pelos operadores. A solução permite reduzir gastos com combustível e manutenção em até 15%, aumentando o controle e reduzindo a ociosidade da frota. O computador de bordo lê o barramento CAN dos veículos e identifica o estilo de direção dos motoristas; além disso, um exclusivo relatório segundo a segundo (tachodata) permite reconstituir acidentes.

L.S.
Revista Apólice